Fotos Carmen Electra nua pelada Def Jam manhas Gamecube melhor que PS2

28 fevereiro 2007

Amigos, acabei de zerar uma prova e tenho mais uma amanhã. Então não rola atualização decente hoje. MAS, já que o Gui prometeu me matar caso eu não atualizasse o blog hoje, porque ele tava ocupado demais gozando suas férias, vou encher lingüiça com um tema que vem me fazendo rir muito nos últimos dias.

Pra quem não sabe, o WordPress tem um esquema de mostrar como as pessoas chegaram ao seu blog. Tem a parte dos links referenciando o NC e a parte de “termos de motor de busca”, ou “desespero Googlístico”. O Fabio Santana tinha escrito um post mostrando as bizarrices que buscam no gúglio pra chegar no blog dele, então eu resolvi procurar as nossas. E lá vai:

jogo de rappers ps2 snoop dog
Bom, isso aqui é só uma introdução pra mostrar que, de cada 10 termos buscados, 6 são procurando truques pra Def Jam, 1 é de alguém tentando descobrir o nome do jogo, 1 tentando achar fotos da Carmen Electra e 2 são bizarrias diversas.

truques para o def jam fight for ny
dicas para o jogo def jam fight for ny
def jam fight for ny ps2 jogo
def jam fight of ny controles
manhas do def jam or figth for ny
truques para o jogo def jam do ps2
codigos do jogo def jam fight for ny
manha e dicas de def jam
Eu disse. E isso foi só no dia 22. Nem vou colar dos outros dias, porque se resumem a variações dos termos acima. Variações que invariavelmente incluem “do jogo”, “para o jogo”, “de def jam” ou qualquer termo semelhante completamente inútil no Google quando procurado em separado, sem aspas na frase.

Isso sem contar que o cara não conhece GameFAQs. A última vez que eu procurei por manhas jogo tal (mas sem “do”, porque aí é demais) foi em 1999 no Cadê. Acho que foi de Pokémon Blue, junto com papel parede bulbassauro.

“carmen electra pelada”
ver fotos de carmen electra nua (wtf “ver”???)
Fotos de Carmen Electra pelada
carmen electra pelada fotos
fotos de Carmen Electra nua
Pois é. Gente desesperada. Teve até um que procurou lipedal gostoso, mas deve ser fake. Talvez tenha sido eu mesmo em um momento de sonambulismo narcisista.

franquias de aulas de matematica
Pois é, não me pergunte como. Depois que acabar o post vou dar uma fuçada no Google e entender onde o NC se encaixa nessa história.

jogar viewtiful joe 3
Viewtiful Joe 3? Isso existe? Como o cara pretendia jogar isso no Google? E sem aspas? Pediu pra levar 😦

JOGOS DE LUTA
AUMENTAM VENDAS DE OKAMI
DICAS E TRUQUES DEEF JAM 4
TRUQUES DO JOGO DEF JAM NY PS 2 (de novo)
JOGAR A LUTA DA WWE (mas quê?)
DICAS PARA JOGAR ANIMALS CROSSING
TRUQUES DO JOGO DEF JAM NY PS 2
TEM ALGUEM JOGANDO GOD OF WAR 2 (hahahhaha!)
MANHAS DE CRASH 3 PS2
Esses têm a MANHA.

fotos dos carinhas do mortal kombat
foto de busseta grande
Meu, qual é a dificuldade de procurar nas imagens do Google? E que raio de pai irresponsável, fora o meu e o seu, deixa um filho de 10 anos na internet exposto à pornografia explíssita?

manhas do mortal kombat deception
Eu já disse, vai ser difícil achar alguma coisa procurando assim, ainda mais sem aspas.

manhas so pro mortal kombat deception
Ah, agora melhorou!

“god of war” vendeU
Realmente. Apesar de que “god of war vendeU” acharia mais resultados convenientes.

jogos antigos com naves
Amigo, você é legal. Só por isso resenharei Ikaruga semana que vem. Não é antigo, mas é com nave.

qual e o melhor xbox ou playtation II
Eu conheço Polystation, Playtation ainda não vi nos camelôs de Santa Maria.

caras especial carinhas
Kjashdkjasd, quê?

papeis de parede de cantores famosos
Esse é o Gui, que me confessou ontem à noite que tá há dias procurando um wallpaper decente do Justin Timberlake.

controle do ps2 nome dos botões
O negócio já tem figurinhas geométricas pra evitar o analfabetismo. E o cara vem procurar nome dos botões?

sobre pleyer 2
Onde diabos tem “pleyer” escrito aqui no blog? o_O

“la vem o negão”
HOHO SAFADENHO!

youtube videos do viewtiful joe
Amiguinho, nesses casos recomenda-se entrar no Youtube e procurar por Viewtiful Joe.

controle ps1 mais barato do mundo
Hahahahha, desesperowned!

cheio de correntes rapper fotos
Novamente, Google Images pra quê?

ciclo de vida dos aliens
Só pra terminar em grande estilo.

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Filme + Produtora qualquer = Bosta. E tenho dito.

24 fevereiro 2007

Se tem uma coisa que tem nesse mundão aí é jogo ruim, concorda? Pois eu ouso dizer que no mínimo 80% desses jogos são games de filmes, em sua maioria os temidos “Caça-Níqueis”.

Só pra esclarecer, um game “Caça-Níquel” é um jogo feito com um só intuito: Ganhar dinheiro. Como? Se aproveitando de um nome famoso e jogando uns pixels em cima, tocando um foda-se pra gráficos, jogabilidade e diversão. Acontece MUITO com filmes. Deixa eu voltar no tempo um pouco, mais precisamente com…

Superman 64. Ô joguinho que não desce nem com um gole de Coca gelada e entupido de catchup. Ou ketchup, sei lá como diabos teu responsável te ensinou. O jogo era TÃO ruim, mas TÃO ruim, que arrecadou milhões e milhões de dólares pra algum sensato rapaz vestindo terno e morando nos EUA. “E por que um game tão ruim desses faturou uma grana alta?”, você se pergunta. Eu respondo, por carregar o nome “Superman”, uma PUTA duma franquia, que poderia ter um jogão desgraçado. E teve, tão desgraçado que tirou 1.3 no GameSpot.

Bom, vamos ao próximo exemplo…

Tá, confesso, esse é melhorzinho. Eu até joguei ele até chegar na parte do helicóptero, o Lipe também gostou pra caramba, o jogo é de fato divertidinho. Mas daí eu descobri Max Payne. Sinceridade, nunca vi uma idéia TÃO mal aproveitada como vi em Enter the Matrix. Personagens secundários como principais? Acrobacias mirabolantes? Tirosocospontapésangue? UAU! JOGÃO!

Não foi o que a crítica achou. Nem eu. Se bem que foda-se a crítica, quero mais é que a opinião dos outros exploda.

Mentira, leitor. Pó comentar que eu deixo =D

Mas pô, com certeza deve ter um motivo pra isso acontecer, certo? E tem, vários:

1 – Pressa
Normalmente esses games são feitos com o objetivo de chegar ao mercado junto com os filmes. Só ver, saiu Ghost Rider no cinema? Já tem o jogo aí. É aquele esquema do “Toma lá, dá cá”, sacas? E quase tão automático quanto tomar uma bolada no saco e deitar no chão amaldiçoando a todos os que estão por perto, seja lá quem for.
Mas agora lembrei que se tem alguma mulher lendo, ela não sabe o quanto dói uma bolada no saco, então mais uma vez dei um péssimo exemplo. Droga 😦
Tão péssimo quanto a piada…prosseguindo:

2 – Ênfase no enredo do filme
Aqui é dose, não dá pra dar uma escapadinha, tem que ajeitar aquela cena ali pro jogo, tem que inventar um inimigo que morrerá com dois golpes mas que se encaixa no filme, tem que analisar os cenários e fazer igual no filme, tem que isso, tem que aquilo…AAAAAH! Deve ser um PORRE fazer algo com tantos limites assim, né não?

3 – “Sede ao pote”
Imagina você, todo contente e saltitante, logo após gastar cremosos cinco reais pra assistir Spider Man 3, no mesmo dia que você acabou de receber teu salário. Livre como uma ave e podendo gastar no que quiser, você passa na frente de uma loja de jogos e vê na vitrine “Spider Man 3”, e brada:

”NOSSA, deve ser DO CARALHO jogar a cena na qual o Peter Parker morre, bem no finalzinho!”

Daí você gasta seus 110 reais pra chegar em casa e…entrar no Mercado Livre, pra ver se algum panaca compra seu jogo por 80 reais.
E agora me diga, por que diabos alguém se interessaria em fazer um game BOM de um filme se quem vai comprar irá fazê-lo só por que viu o filme?

E agora, pra fechar com chave de ouro, o Rei dos Reis em matéria de jogo de filme ruim:

LFSKLSFKLFALFSKLSFLKA Sério, só de imaginar tua cara de desgosto ao lembrar do jogo, eu tou rindo alto aqui. Eita jogo ruim.

Bom, acabo aqui um post cem por cento pessimista, que não acrescenta nada de bom e não passa de birra. Eu poderia ter me extendido e citado outros caça-níqueis que não são de filmes como “50 Cent: Bullet Proof” ou “Pimp my Ride”, duas merdas que merecem ser queimadas, assim como poderia citar jogos que já avançaram de “Jogo feito focando o filme” pra “Jogo enfocando a franquia”, como Star Wars: Knights of the Old Republic, que é jogão, e até citar os filmes de games, em sua maioria tão ruins quanto os games de filme.

Mas estes já são assuntos pra outros posts. Aquele abraço!


Alan acorda no jardim do diabo

22 fevereiro 2007

Li em uma das últimas EGMs sobre Alan Wake, jogo da Microsoft a ser lançado para Vista e 360 onde você é um maluco que escreve livros baseados em sonhos doidos e de repente começa a vivenciar as situações dos tais livros.

Minha primeira impressão ao ver o título foi a inevitável comparação entre os nomes Alan Wake e Max Payne. É, admita. É tipo Harry Potter e Artemis Fowl ou esses genéricos. Não dá pra não dizer que um não se inspirou safadamente no outro. Mas daí eu vi que a produtora dos jogos era a mesma, e que pelo jeito eles tinham tanta criatividade quanto eu pra criar títulos.

“Mas”, pensou o ingênuo Felipe, “ao menos a idéia do jogo é super original”. Ledo engano, criança. Ainda essa semana estava a revistar uma livraria por aí, em busca de algo de Luís Fernando Veríssimo pra dar de aniversário pra namorada, quando vi o livro “O Jardim do Diabo”, ficção dele escrita em 1988.

Sinopse de contracapa:

Uma mulher é encontrada esfaqueada em seu quarto – na parede, escritas com sangue da vítima, palavras em grego. É isso que o inspetor Macieira conta a Estevão, um escritor de histórias policiais, sempre assinadas com um pseudônimo americano. O inspetor Macieira vai atrás de Estevão por um detalhe – a cena do crime é exatamente igual à descrita por ele em seu último romance. O assassinato, no entanto, ocorreu antes de o livro ser lançado. A partir dessa visita, os dias monótonos de Estevão começam a ser invadidos por seus personagens. Vida e ficção passam então a disputar um jogo fascinante de que o leitor é a grande testemunha. Com seu provebial humor, Verissimo nos envolve numa divertida trama, cheia de referências policiais e recursos de metalinguagem.

Como eu tava procurando uma aventura de fácil leitura pra divertir a Bibi entre uma e outra prova da faculdade, nada melhor que uma ficção do Veríssimo. Comprei e dei pra ela. Aí depois em casa eu tava pensando no que postar aqui e lembrei de Alan Wake com sua história originalíssima sobre o cara escrevendo e vivendo os fatos, e então percebi que os conceitos de criatividade andam meio falhos.

Eu tinha escrito pelo menos uns quatro parágrafos depois disso, mas o post tava ficando uma merda e eu não consegui entender o que me fez escrevê-lo, mas agora conversando com o Gui percebi o que eu não tinha notado antes:

Americano não sabe fazer história. E tenho dito. Tá certo que é uma da madruga e minha memória pode estar falhando, mas no momento não consigo lembrar de algum jogo americano com história boazuda.

Os japoneses Dragon Quest, Final Fantasy, Tales of, Baten Kaitos e afins têm histórias fodásticas com intrigas, impérios a destruir, mundos a salvar e tal.
Em Fable uns marginais mataram tua família. Aí tu tem que… bem… tu tem que se vingar ou não, dependendo de como tu quer seguir com a história. O jogo é simplesmente fantástico em sua concepção, mas o enredo não é nada a se idolatrar.

Nos japoneses Mortal Kombat, Tekken e Soul Calibur, há historinhas de fundo pra disfarçar a pancadaria toda. Em alguns a história é melhorzinha, em outros pior. Em um os caras tão fazendo um torneio milenar e neguim vira zumbi de uma versão pra outra, em outro os caras tão em busca de uma espada milenar e neguim vira zumbi de uma versão pra outra, por aí vai.
Em Def Jam os produtores telefonaram pra cada um dos rappers participantes do jogo perguntando “tu quer ser do mau ou do bem, yo?”, aí dividiram em duas gangues e eles têm que se quebrar lutando por território. Esse foi o exemplo de história boa. Aí tem os WWE SmackDown vs Raw 2007 da vida.

Nos japoneses Shadow of the Colossus, Ico e Zelda: roteiros épicos, sobre meninos com chifres ou orelhas pontudas, de chorar no fim ou não.
Em Tomb Raider você tem que ir lá pro mato, detonar uns bichinhos ou bigodudos e pegar O Artefato. Não sei qual artefato, mas você sempre precisa d’O Artefato.

Não citarei aqui os games do estilo survival horror, porque seria sacanagem com os americanos. De acordo com pesquisas recentes na Wikipedia, Alone in the Dark é francês (confere?), então nem sei se tem survival horror americano. Alan Wake, o “Psychological Action Thriller“? Isso é Silent Hill, Microsoft boiola. Quanto à história, fiquemos com Veríssimo.

Espera, Alone in the Dark é considerado survival horror?

Vou citar os jogos de ação. Não sei se existe FPS ou similar japonês, mas a história dos madeinusa se divide em duas vertentes da velha xenofobia desesperada americana: “Ahmodeuzo, ALIENS!” e “Ahmodeuzo, LATINOS/ÁRABES/JAPONESES/ALEMÃES!“. Eles surgiram de um portal pro inferno, eles vão dominar a Terra, não importa. Gotta catch ‘em all.

Ah sim, eu tinha esquecido dos adventures. Adventure é algo lindo de Deus. Os comedores de hambúrguer podiam muito bem ter surgido de um planeta distante, deixado a LucasArts aqui e voltado. Não sei o que seria de mim sem The Dig, Full Throttle, The Curse of Monkey Island e Grim Fandango. Apesar de que esse estilo não é monopólio deles. Já ouviram falar de Midnight Nowhere, adventure russo? Arranjem-no, é muito bom. Posso falar em algum post mais adiante, se interessar.

Enquanto escrevia esse texto lembrei de Prince of Persia: The Sands of Time e Beyond Good & Evil. Ótimos jogos, muito ótimos, extremamente ótimos. Quase chorei no fim de BG&E e, na penúltima CG do PoP, naquela parte em que tu entende tudo, todos os pêlos do meu corpo se arrepiaram e começaram a sambar individualmente, enquanto eu ficava vermelho e fazia “ihnn, ihnn” como uma cadelinha no cio. Já ia apagar toda a parte falando que americanos não sabem contar histórias, quando lembrei que a Ubisoft é francesa e, mesmo que não fosse, 102% dos nomes nos créditos de ambos os jogos eram franceses. Serviço de utilidade pública: quando jogarem BG&E vejam os créditos até o final.

Conforme eu lembrar de exemplos, vou adicionando aqui. Façam o mesmo nos comentários, seja pra pôr por água abaixo minha tese ou pra reforçá-la.

Ah, quanto à rixa FIFA vs Winning Eleven, não joguei WE. Mas se tiver história, os amarelos são mais doentes do que eu imaginava.

Update: Atolei o post de links pra Wikipedia, para os leitores que não têm mais o que fazer e que querem conhecer mais sobre as séries citadas no texto. Se alguém não gostar, comente. Dá uma trabalheira dos infernos, quanto menos gente gostar melhor pra mim.


Lá vem o negão cheio de bling-bling, ticatá ticatá ticatá

17 fevereiro 2007

O Ministério da Saúde adverte: a resenha a seguir foi escrita por alguém que gastou dois reais com o jogo em pauta, por meios ilegais. Recomenda-se que o leitor use o bom senso para distinguir “vale a mídia” de “vale 150 reais nas lojas especializadas”. O padrão para as avaliações muda quando o bolso pesa, então pede-se que o leitor não venha a reclamar com injúrias do tipo “porra caralio busseta, pagei 200 conto, brigei com mew pai e minha mão p causa diso e agora discubro q ece jogo e uma bosta!!!!!”. Agradecemos a compreensão.

Def Jam: Fight for NY
Plataformas: GC, PS2, Xbox e PSP (port)
Data de lançamento: 20/09/2004
Produtora: EA Games
Desenvolvedora: EA Canada

Você sempre quis ver aquele seu rapper favorito, que canta sobre ser gangstah e sobre sair queimando nego por aí, deixar de conversa fiada e partir pro pau? Eu nunca. Mas nem por isso deixei de me divertir com Def Jam: Fight for NY, continuação de Def Jam: Vendetta, lançado em 2003 para GC, PS2 e XBox. Acho.

Ao contrário do predecessor, Fight for NY não envolve maloqueiros bombados brigando sem motivo algum sobre um ringue. Dessa vez, os maloqueiros bombados brigam sem motivo algum nas ruas, nos bares e clubes, o que torna a coisa um tanto mais interessante. Enquanto um jogo de luta normal contenta-se com bolas de fogo e espadas do tamanho de um ônibus, em DJ temos uma briga convincente rolando nas arenas improvisadas, com direito a platéia sedenta por sangue que não perde a chance de gentilmente ajudar o mais forte.

Gráficos:

Apesar de ser adepto daquele papo de que gráficos não são tão importantes, que o que realmente interessa é a diversão proporcionada e essas coisas, tenho que admitir: ninguém quer ver amontoados de cubos se pegando na tela. E esse é um dos pontos fortes de Fight for NY, a meu ver. Os gráficos são dignos de um jogo do fim da geração, apesar de FfNY ser de 2004. Os negões são realmente parecidos com suas contrapartes reais, mas por outro lado a Carmen Electra também é, o que salva o dia.

Temos cenários bastante variados, com muitos detalhes e platéia de verdade. Tá, não são aqueles milhares de pessoas de um FIFA ou WE, mas e desde quando milhares de pessoas se juntam pra ver underground gangstahs brigando? Os 20 ou 30 alegres que assistem às partidas cumprem bem seu papel: modelos tridimensionais completamente interativos (explico mais adiante), ao contrários das tradicionais cartolinas que vemos quando o público é maior.

As cutscenes são boas também, apesar de agora eu não lembrar se são CGs ou cenas com a mecânica do jogo. Nota mental: trazer o GC pra Santo Ângelo na próxima resenha. Olhando a foto agora, acho que são CGs mesmo. Aliás, a cena da Carmen Electra pelada é de um realismo surpreendente, como eu nunca tinha visto antes em uma cutscene.

Hoho taradão, enganei você!

Quanto aos detalhes de vestuário, as roupas ficam bem no corpo e os bling-blings brilham de uma forma bem bagaceira, mas legal no contexto. Chega a doer o olho se você tem um brinco de diamantes comprado por muito dinheiro na Jacob’s. Porque afinal você é um pobre coitado da favela, ignorado pela sociedade consumista, e precisa tristemente gastar seus milhões de dólares em jóias para se sentir integrado ao mundo. Só uma reclamação nesse aspecto: os colares são objetos sólidos, fazendo com que um personagem desmaiado no chão fique com uma estranha corrente flutuando alguns centímetros acima de sua barriga.

Gostaria de lembrar que eu joguei Fight for NY em um Gamecube, então provavelmente os gráficos são mais serrilhados no PS2 e melhores no Xbox.

Som:

Como um bom jogo de cantores famosos quebrando o pau, a trilha sonora é composta de músicas de todos, ou quase, os rappers que você pode escolher no jogo. E eles são muitos, acredite. Acho que 72. Conforme você detona os caras no modo Story, habilita eles e suas músicas. Ou seja, nada além do bom e velho Rhythm and Poetry, que nesse caso eu preferiria chamar de “some rhythm and no fucking poetry” ou até “nor rhythm neither poetry”.

O videogame está a 400km de distância de mim nesse momento, senão eu dava uma jogadinha. Mas eu só consigo lembrar das músicas tocando nos menus. Acho que tem rap durante as lutas também, mas não faz muita diferença em meio às porradas.

Já os sons em geral são ótimos. Os socos, chutes, gritos da platéia quando você pwna geral, garrafas quebrando, canos de 2 metros de comprimento indo ao encontro de cabeças raspadas, tudo dá uma sensação de imersão muito boa. Dá até pra resmungar um “hng…” quando você dá um vassouraço bem dado no oponente.

Jogabilidade:

A melhor parte da coisa. Até onde eu lembre, não parece com nenhum jogo convencional. Tá mais pra WWF Wrestlemania, de SNES, que foi o último game de luta livre que eu lembro de ter jogado. Seu personagem pode andar livremente pela tela, com movimentação 3D em uma perspectiva estilo Soul Calibur, mas sem a trava de alvo. Você pode dar umas passeadas pelo cenário e, enquanto o oponente estiver mostrando seus bling-blings pra platéia, correr com a perna erguida em direção à barriga do coitado. Fica difícil explicar, mas o sistema de movimentação é bom.

Outro grande diferencial de FfNY são os estilos de briga. Há Streetfighting, Kickboxing, Wrestling, Martial Arts e Submission. Isso porque, novamente ao contrário de um jogo normal, é impossível detonar um oponente apenas acabando com a vida dele. Você tem que deixá-lo no vermelho e então dar o KO, que pode resultar de uma garrafada bem dada, uma comprimida contra a parede, um trabalho em equipe com um membro mais safado da platéia ou então usando o ataque especial de cada estilo de luta. A parte boa é que não é sempre o mesmo esquema de tirar a vida do cara ao máximo e então dar KO. Às vezes com um bom combo no início (soco, soco, chute, soco, levanta, agarra, joga na parede, esfrega na parede, levanta, ativa o especial, agarra, dá o especial, levanta, socão) você já deixa a saúde instantânea do adversário no vermelho, apesar da permanente estar quase cheia. Se você deixar o cara quieto a vida instantânea vai recuperando, então é só ser rápido e detoná-lo antes que ele volte para o verde.

Acho que citei todas as maravilhas da jogabilidade: armas do cenário, cenário como arma, combos, especiais, estilos de luta, relações de afeto com a platéia e liberdade de movimento bem implementada.

Multiplayer:

O multiplayer é um jogo à parte. Começamos com “One on One”, “Free for All” e a peleia em duplas. Conforme o Story é jogado, vão sendo habilitados novos modos, como o “OMFG estou na borda da estação e o Fat Joe tá vindo pra cima de mim enquanto escuto o apito do metrô vindo a toda velocidaaaaghn!” e o “gaiolão”.

Na briga um-contra-um e suas vertentes, o jogo continua o mesmo, no máximo com uma ameaça a mais, como o metrô ou um círculo de fogo ao redor da arena. Já no “Free for All” o bicho pega, com mais 2 ou 3 amigos tentando se matar ou TE matar. Sim, tem até ataque conjunto. Se dois caras resolvem que vão dar um agarrão em um terceiro ao mesmo tempo, aparece todo um golpezinho especial em dupla, potencialmente doloroso.

Mas, ao mesmo tempo que é o modo mais engraçado e desesperador, o Free for All mostra o pior defeito da movimentação livre dos negões: enquanto no One on One você é solto mas trava a mira no inimigo quando ele está próximo, aqui a mira fica travada em um cara até que você mande ou até que outro te ataque. O que é uma bosta. Três carinhas tão se quebrando lá no canto e você tá só mostrando os bling-blings pra encher a barra de especial. De repente um resolve partir sua cara ao meio. Experimenta dar um soco pra ver o que acontece. Sim, você tem 1/3 de chances de acertar o cara. Nada de travar a mira no mais próximo ou algo inteligente assim. Você tem que apertar Z (no GC), esperar seu carinha apontar o dedo pro outro e então atacar, só que até lá você já está no chão.

Mas sem problemas, depois de acostumar fica melhor. Fight for NY fica muito mais divertido quando se tem mais de um controle e mais que zero amigos.

Replay:

72 personagens, 5 dos quais mulheres. Umas 30 arenas. Muitas músicas e muitos “Blazin’ Moves” pra habilitar. Achievements para feitos extraordinários no modo Story, o que dá vontade de jogar de novo só pra abrir tudo. Quer mais? Todos os personagens e arenas podem ser habilitados sem jogar a história, sendo que você ganha alguns pontos a cada partida multiplayer jogada e pode comprar os lutadores com pontos.

Sem contar que o seu boneco do Story pode ser magnificamente usado no multi. Então você vê aquele cara feio e cheio de correntes, que você criou com tanto prazer durante um retrato-falado no começo do jogo e depois encheu de chapéus e roupas largas, brigar contra Busta Rhymes, Snoop Dogg, Fat Joe, Xzibit e o caralho, e você pensa: “nossa, isso saiu de mim”. Muito legal mesmo.

No modo carreira esse mesmo indivíduo briga em torneios, namora a Carmen Electra e participa de guerras de gangues, tudo muito variado e criativo. Nada de “agora vamos brigar no bar”, tirando os campeonatos. Tudo se adequa a uma historinha e tal, e conforme você ganha as brigas recebe pontos para melhorar os atributos do personagem, o que aumenta potencialmente o fator replay. A única reclamação quanto a isso é a necessidade desesperada de entupir seu cara de badulaques, senão ele fica com o Carisma baixo e conseqüentemente demora mais a encher a barra de especial. Mas acho que isso deveria estar na Jogabilidade, não no Replay. Sei lá. Sei que, no fim das contas,

A avaliação final é: Jogão! Não é aquela obra de arte, com final que te faz chorar e história que vai ser lembrada 10 anos depois como marcante e revolucionária, mas é bom. Muito bom, principalmente com alguns amigos e algum tempo livre pra jogar o viciante modo Story. Um Must Play para fãs de jogos de luta. Gráficos ótimos, jogabilidade ótima e um replay do caralho pra quem é fã daquele monte de gangstahs malvados atolados em jóias que falam sobre paz e justiça para os pobres em suas músicas cheias de ritmo e poesia.

Caso você não queira nem saber dos rappers, ainda tem a Carmen Electra.

Update.: Fotos adicionadas. Agora só digam aí se ficou bom assim ou se na próxima coloco thumbnails.


Nasceu! De novo!

15 fevereiro 2007

SEED. Guarda esse nome aí na tua cabeça. Tem idéia do que é? Se você viu recentemente algum site de notícias de games, provavelmente você sabe o que é SEED.
Não, não é um game novo e revolucionário. Tampouco a abreviação do subtítulo do novo The Legend of Zelda, e nem a nova organização inimiga de Snake em Metal Gear Solid 4. É melhor.

Muito melhor.

SEED é o novo nome do “Clover Studio”:

Aquele estúdio da Capcom que fez aquele joguinho que pouca gente conhece…um tal de Okami. Isso mesmo, voltou! Depois da Capcom ter fechado o estúdio, três japoneses resolveram reerguer o projeto em Osaka. Olha aí a notícia, surrupiada do Wii-brasil.com:

” De acordo com o site GameFront, a desenvolvedora Clover Studio, de Okami e Viewtiful Joe, retornará como SEED. Após a Capcom ter fechado as portas da Clover ano passado, ex-funcionários comunicaram hoje a criação de uma nova produtora. Esta nova empresa será chamada de SEED.

A SEED foi criada por Atsushi Inaba, Hideki Kamiya e Shinji Mikami e tem sua sede em Osaka. Os 51 empregados querem manufaturar títulos originais neste novo estúdio independente.”

Eu quase chorei de emoção, sério mesmo. O Clover Studio fez um trabalho sensacional nessa geração, e você gamer deve saber disso, certo? Deixa eu dar uns exemplos aqui, God Hand do PS2, apesar de ter tirado 3 na IGN, é um jogo que marcou muito pra mim, tanto que será resenhado em breve. Também não foi só pra mim que o estúdio Clover fez diferença, ele também trouxe a série “Viewtiful Joe”, que de tão boa que é até anime virou, isso sem falar em Okami, que dispensa comentários.

God Hand

 

Okami

Pois é, igualzinho a um império desses que a gente conhece, ele se reergueu. Renasceu. Vocês tem alguma noção do que isso pode significar? Um God Hand com a jogabilidade do Wii, talvez. Uma sequência Okami pra PS3 usando o mesmo tipo de arte. Mas não, isso não é o mais importante…eu falo de JOGOS NOVOS! O Clover Studio mostrou ser MUITO criativo. De onde diabos alguém tiraria a idéia de fazer um game no estilo de Okami, onde você é um lobo que tem um mosquito como comparsa e corta inimigos com um pincel? A Clover fez. Ou talvez um fã de um Super Herói, que é recrutado pelo seu ídolo pra ser seu sucessor? A Clover também fez. E aposto que se a idéia fosse parar em outras softhouses, as idéias não teriam dado certo.
Agora, independente e sem gente enchendo o saco, eu boto fé que logo logo a SEED vai nos surpreender. Sério, muita empolgação. Já tou até imaginando o que vem por aí. Acho que a última vez que eu fiquei TÃO empolgado com uma softhouse foi quando a Nibris anunciou Sadness! Fiquem atentos, por que em breve vocês vão entender o por quê de tanta empolgação.

Ah, SEED…Putz…alguém me empresta um ombro? Preciso chorar.


Resenhas Incoming.

13 fevereiro 2007

Então pessoal, logo vou começar a colocar os meus reviews aqui no blog, e o Lipedal – que nunca fechou Max Payne, vergonhoso – também,  mas antes queremos explicar como vai ser o sistema de avaliação, assim como queremos saber se vocês concordam ou não. Tá certo que o blog nem tem tanto leitor assim, mas eu adoraria ver todos os leitores desse texto comentando, ok?

Vai ser o seguinte…nós não vamos usar notas. Pensa comigo…Um jogo lá, todo fodão, tirou 5 numa escala de 1 a 5. Eis que dois meses depois, sai um novo jogo, e esse novo jogo é melhor que aquele que tirou 5. Mas ele não pode tirar 6, como merece por ser melhor, porque o máximo permitido é 5, conseqüentemente, o game não tirará a nota que merece. Entenderam? O sistema de notas é falho.

Então a gente pensou um pouco e vamos usar o sistema de “hierarquia”, ou seja, usaremos várias classificações, como descrito abaixo:

Merda Morna: Aquele jogo chato, sem graça, boçal, com gráficos horríveis, que você adora dar pra seu priminho jogar e ver se ele larga de uma vez por todas o seu videogame, por puro desgosto. Desses games você deve ficar longe.

Dá pra alugar: Aquele jogo que vale a pena ser visto, e talvez ótimo pra fãs fervorosos, mas que não vale ser comprado, vale apenas os cinco reais que você usará pra alugar o jogo, jogar por um fim-de-semana e tirar suas conclusões.

Jogão: É aquele jogo que dá pra desembolsar uma graninha boa com ele, ou uma mídia virgem de 2.50, depende da sua visão quanto pirataria. Tem tudo aquilo que um game precisa pra ser jogado até o final, e quem sabe mais de uma vez.

Must Play: O jogo. Aquele jogo que você não joga, você degusta. Cada salinha, cada inimigo, cada item, TODOS você explora, mata, pega…enfim, você joga até caírem os dedos ou até o jogo estragar. É vergonhoso nunca ter jogado um game must play.

Enfim, essas quatro classificações farão parte das nossas resenhas. Pensa comigo mais um pouquinho: The Legend of Zelda: The Wind Waker é um Must Play, certo? Tem o nome Zelda, ótimos gráficos, enfim, é diversão garantida. Porém, The Legend of Zelda: Ocarina of Time é melhor. BEM melhor. Se fosse no esquema de notas, ele ganharia de Wind Waker, mas não teria nota maior que a de WW pra dar pra OoT, mas ambos os games são must play. Um melhor que o outro, mas ambos ótimos.

E é por isso que usaremos esse esquema. O que acharam? Podem opinar. A gente só tem a agradecer.

Ah, só pra constar, nós avaliaremos os Gráficos (de acordo com a potência do hardware do console), Som (mesma coisa), Jogabilidade, Multiplayer (No caso de inexistência, desconsideraremos, e o game não vai perder ponto) e Replay. Só isso. Mas claro, iremos nos aprofundar no assunto e faremos análises de qualidade. Provavelmente ainda nessa semana teremos uma resenha cremosa pra vocês.

Aquele abraço!


Alien Jam

11 fevereiro 2007

Inaugurando a seção Rapidinhas, ou “Caralho-São-Duas-Horas-E-Eu-Ainda-Não-Jantei”, alguns comentários aqui:

Def Jam: Fight for NY é altamente, completamente, estupidamente viciante. Sem contar que dá pra namorar a Carmen Electra. Já joguei uns 40% do jogo ontem e hoje, o suficiente pra não escrever um Primeiro Contato, mas acho que ainda não dá pra fazer uma resenha. Aproveitando a deixa, pergunta pros entendidos no assunto: pra fazer uma análise oficial, de EGM e coisa nesse nível, vocês precisam jogar o jogo inteiro? Assim, “quase lá”, “completo” ou “zeradinho mesmo, sem deixar uma casca de easter egg pra trás”?

– Sim Fabio, eu estou olhando pra você.

– Eu ia escrever um post com os pontos nos quais concordava/discordava do Guia do Gui, mas no fim acabaram escrevendo tudo nos comentários. Quem não viu, vai lá olhar.

ALIEN HOMINID É DEMAIS! Meu Deus, eu preciso fazer um post de culto a esse jogo. Só joguei 1 minuto dele até agora, o tempo que agüentei com 5 (ou eram 3?) continues de 5 vidas cada, mas ser bonzão nesse jogo deve dar uma sensação ótima. A jogabilidade é rápida, os power-ups são super variados e vêm às picas, o trabalho de arte é bonito e engraçado, sem contar que dá pra jogar multiplayer cooperativo, como eu não fazia desde Streets of Rage!

Bom, então decidam se querem uma resenha não completamente confiável de Def Jam, um Primeiro Contato de Alien Hominid ou alguma outra coisa.