Quando Heroes of Might and Magic encontra Bejeweled

29 novembro 2007

O que acontece quando alguém resolve unir vários estilos populares em um jogo só, como RPG, TBS e puzzle? “Merda”, você pode dizer. Exatamente. Mas algo deu errado dessa vez, muito errado. Misturando o melhor de Heroes of Might and Magic, Civilization, Bejeweled e até um flerte com Pokémon, Puzzle Quest acabou saindo um jogo fantástico.

Puzzle Quest: Challenge of the Warlords (DS, PSP, Xbox 360)

Talvez você até já tenha lido sobre ele. É aquele jogo de DS e PSP, de juntar as pedrinhas com a mesma cor, mas que colocaram umas magias pra servir de enfeite. Exato, agora rasgue essa revista e leia meu depoimento.

No primeiro dia, fui sem muita fé. Tinha lido um review no Finalboss, se bem me lembro, e ele até me convenceu. Mas eu sou do contra. Eu queria testar Puzzle Quest só pra escrever aqui: “será que eles não aprendem que mesclar estilos bem diferentes não presta, ou essa produtora não jogou Puzzle de Harvest Moon?”

Começou com uma música épica no menu. “Ô, legal. Pena que eu vou clicar em single player, ver dois diálogos e começar a juntar pedras da mesma cor”. Por sorte eu estava muito errado. Para começar, o jogador escolhe uma das classes de personagem disponíveis, cada uma com magias próprias e um enfoque. O druida usa bastante cura, o guerreiro é pancadaria pura, esse tipo de coisa. Cada uma das classes tem quatro personagens, dois homens e duas mulheres, acho que só para fins estéticos. Peguei um mago com cara de pivete piromaníaco, porque queria brincar com fogo no dia.

E então começam os diálogos. “RÁ, EU SABIA”, bradei, e sem querer escorei a mão da tela de toque e pulei o tutorial de algum jeito. Ótimo. Lá estava meu boneco em um mapa no melhor estilo Civilization, sobre uma cidade. Dei um toque na cidade e então apareceu um pequeno menu sobre a cabeça do personagem. Eu podia conferir a estrutura da cidadela, ouvir boatos na taverna, checar o inventário, comprar tranqueiras ou pegar quests. Cliquei nas quests, ávido por refazer o tutorial. Mas nada de tutorial. A primeira missão me mandava ir até a cidade a leste daquela onde eu estava, para falar com meu pai. Fui para lá, mais diálogos, nada de pedrinhas, ele me deu um item e então, na próxima missão, o jogo começou de verdade.

E que jogo, devo dizer. Quando você encontra um monstro (as batalhas não são aleatórias, vale avisar), em vez do tradicional menu de ataque, começa uma partida de Bejeweled. Para quem não conhece, é aquele jogo onde você precisa trocar jóias de lugar uma com a outra, de forma a criar fileiras de três ou mais peças da mesma cor. Há uma versão disso disponível no MSN. Mas, falando desse jeito, parece que você e o Orc sentam-se em uma mesa, colocam um tabuleiro e quem fizer mais pontos primeiro ganha. Ao menos era a impressão que eu tinha, sabe-se lá por quê.

Não é nada disso. Ao começar uma batalha, o protagonista e o adversário têm uma certa quantia de pontos de vida cada, e uma lista de magias disponíveis, que podem só fazer dano no adversário ou então modificar algum status na batalha. Monstros mais simples têm uma ou outra magia quase inofensiva, enquanto os mais complexos gostam de carcar com Enrage enquanto usam Regenerate para se recuperar dos seus ataques. Essas magias gastam mana, dividida em Terra, Fogo, Ar e Água. O genial da coisa é que as “jóias” no tabuleiro são as manas, e a cada vez que o jogador faz uma seqüência de três peças iguais ele ganha uma certa quantia de mana daquela cor. Além disso, há as peças de Ouro, de Experiência e de Caveira. As de Ouro e Experiência adicionam os respectivos ganhos aos seus espólios pós-batalha, enquanto as de Caveira servem para atacar o adversário.

É, atacar no mano-a-mano, porque nem só de magia e pão vive o homem. Um druida, por exemplo, pode ter uma lista de magias de suporte, enquanto o ataque é predominantemente juntando caveiras no tabuleiro. O interessante do sistema é que a batalha é por turnos, então é muito mais do que identificar peças dando sopa e fazer trilhas de três. Primeiro você analisa suas magias, a quantidade de mana de cada cor no tabuleiro, e elabora uma estratégia. Tem bastante caveira espalhada por aí? Opa, então o ideal é eliminá-las antes que o adversário o faça. Em um turno o jogador pode lançar uma magia ou mexer com mana. Algumas magias não terminam o turno, enquanto combinações de quatro ou mais peças dão direito a mais uma jogada. Sendo assim, a cada jogada o ideal é analisar tudo, estabelecer as prioridades (mandar uma fireball agora ou pegar as manas azuis, inúteis pra mim, antes que o inimigo as pegue e use elas para dar Regenerate?) e então jogar.

Mais inteligente, mais complexo e mais estratégico que batalha por menus à Final Fantasy. E mais divertido, diga-se de passagem.

Mas não acabou. Isso foram meus primeiros cinco minutos de Puzzle Quest. Após perder feio para o Thief em minha primeira batalha e ficar esperto para a próxima, percebi que o jogo é muito melhor do que um Bejeweled afrescalhado. Voltando para a cidade inicial no mapa, comecei a explorar as outras opções.

Na taverna, você paga para ouvir boatos e informações, pertinentes ou não, para o decorrer da história. Só lê o que acha que pode ser interessante. Em Get Quests, há uma lista de tarefas disponíveis, obrigatórias ou não, que o jogador pode cumprir em qualquer ordem. Na loja, itens e mais itens, com alterações de status e sacanagens úteis para o jogo, desde “dá 3 manas amarelas a cada vez que fizer 3 ou mais pontos de dano” até “dá 1 ouro para cada mana azul que conseguir”. Dependendo do estilo do personagem e do jogador, certos equipamentos podem ser bem úteis e outros podem ser dispensáveis.

Mas foi em Citadel que meus olhos brilharam. “Ahn? Isso aqui é Bejeweled ou Heroes of Might and Magic?”, foi o pensamento momentâneo que rendeu esse título. Uma visão panorâmica da cidade é mostrada, juntamente com um menu para a construção de diversas estruturas, cada uma com seu respectivo custo em Ouro. Foi aí que eu percebi de vez que aquilo era muito mais RPG/TBS do que puzzle: é possível construir a Mage Tower, onde se aprende magias dos inimigos capturados, a Dungeon, que permite que o jogador possa usar um monstro como montaria após derrotar três espécimes, o Stable, onde se treina a montaria (tô cavalgando um Ratão Nível 4, coisa mais linda), a Foundry, onde se cria itens a partir de runas encontradas mundo afora, o Siege Workshop, que permite que o jogador cerque outras cidades e as pegue para si, entre outros que eu ainda não testei.

Ou seja, é coisa pra caramba. Mas, como o Gui vem acompanhando há três dias, eu sempre descubro coisas novas sobre Puzzle Quest.

Por exemplo, sabe a Mage Tower? Não é simples como eu tinha descrito acima. Ao encontrar um adversário, após tê-la construído, você escolhe se quer lutar com ele ou tentar capturá-lo. A luta é uma batalha normal como já descrevi, enquanto a captura é um puzzle pré-construído para fritar um ou dois miolos do jogador. É apresentado um tabuleiro, com um certo número de peças, e o objetivo é acabar com todas. Simples assim, na teoria, mas depois da terceira ou quarta tentativa qualquer um percebe que é bom pensar bastante antes, pra detonar tudo em um daqueles combos matadores que ninguém nunca consegue quando tá jogando pra valer.

Ótimo, capturado. O personagem volta para a cidade, verifica sua Mage Tower e escolhe aprender, digamos, Wake the Dead, uma magia do Esqueleto, que transforma algumas Caveiras do tabuleiro em Caveiras +5. Como faz pra aprender? Mais um desafio, dessa vez com um tabuleiro comum, peças aleatórias mas uma meta para atingir com as manas de cada cor, além de algumas Scrolls, peças especiais que você só consegue juntando quatro ou mais jóias iguais.

Para treinar montaria, também é diferente: o jogador deve derrotar um inimigo de certo nível com alguma limitação de tempo. Para evoluir meu Ratão para o Nível 4, por exemplo, tive que vencer um Ratão Nível 4 com limite de 12 segundos por turno. E olha que ainda não testei Siege, Forge, o sistema de companheiros, entre outras coisas!

Com uma história envolvente, entremeada pela jogabilidade livre, Puzzle Quest com certeza vale a compra. Não sei quanto ao PSP ou à nova versão para Xbox 360, já que a tela de toque do DS é um elemento bem importante para as batalhas, mas provavelmente o jogo também é bom nas outras plataformas. Afinal, ele não é um puzzle com elementos de RPG, como eu tinha ouvido falar. É muito mais um bom RPG com lutas-puzzle no lugar dos enfadonhos menus tradicionais.

Mas por que Primeiro Contato, e não Resenha? Simples, porque isso não parece ser nem metade de Puzzle Quest. O que eu mostrei aqui foi o que consegui resumir de duas ou três horas jogando apenas a aventura principal. Além de todas as surpresas que ainda me esperam no Story, há os modos Choose Opponent, Multiplayer, Instant Action… É o game perfeito tanto para distrair e acompanhar uma boa aventura, quanto para partidas rápidas no toalete. Até dava pra fazer um slogan: “Com Puzzle Quest, cada ida ao banheiro é um monstro que cai”.

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Joguei o PS3…(E Primeiro Contato de Folklore)

16 setembro 2007

…e não é que é bom?

Pois é, joguei esses dias, depois do almoço, lá na loja Only Games, aqui de Curitiba. 🙂

Vou ser sincero: fui pra jogar uma partida marota de Wii Tennis com um amigo, mas cheguei lá e o Wiimote tava sem bateria, então pedi pra jogar o que tava ligado, ou seja, a ovelha negra da nova geração. O game que tava ali ligado era Ninja Gaiden Sigma, a demo, só que todo mundo diz que os novos Ninja Gaiden mantiveram a dificuldade monstruosa dos antigos, então fui mudar. Apertei a bolinha do centro, aquela com o símbolo do PlayStation, e apareceu um menuzinho. Fuçando um pouco e com a ajuda do moço da loja, consegui chegar nos demos, e procurei um game qualquer, escolhi “Folklore”, jogueta de ação que ainda não lançou versão full. Deixemos o game de lado, já falo dele, antes falemos do console em si. Ele é grande. Mas naquelas, GRANDE. O Meu PS2 fica em baixo da base do PC, tem um vão entre a base do monitor e a mesa em si, o PS2 cabe certinho e sobra espaço o suficiente pra abrir bastante, o GameCube podia ficar ali também, mas ele é xodó e fica ao lado do monitor, agora o PS3…não cabe. Ele é MONSTRUOSAMENTE grande, pegue sua TV de 21 polegadas e corte ela ao meio, pronto, eis o tamanho de um PS3. Eu já tinha visto antes, mas nunca de perto, nunca tinha tocado e deixado a marca marota dos meus dedos sujos de molho e sal no plástico brilhante, e o console é surpreendentemente grande, mas é LINDO. O Wii é simples, clean, o 360 é estilosão, as luzes são bonitas (só são feias quando são vermelhas =/), mas o PS3 é FODA. Cês sabem como ele é, pretão, brilhante, e imponente, bastante imponente. Ele fica lá, com a luzinha verde discreta ligadinha, com os detalhes em prata, silencioso até (considere aqui que fora da loja tinha um shopping barulhento, mas mesmo assim dava pra ouvir bem na loja, um peidinho sacana era, provavelmente, uma péssima idéia), por fim, bem bonitão MESMO.

Não sei se esquentou na meia horinha que joguei, por que não toquei nele depois de ir embora, mas naquelas, não cheguei a tirar a blusa por causa do calor que tava. Aliás, aproveitando a deixa, acho uma puta frescura esse negócio de esquentar, é só saber cuidar. 360 é exceção, mas por enquanto :). Falemos do Joystick agora! O tal do “Sixaxis”. A primeira coisa que devo ressaltar sobre o controle é a leveza. O joystick é de fato MUITO leve. Mas LEVÍSSIMO, é até estranho jogar, você não sente aquele peso costumeiro do DualShock ou do JoyStick de GameCube, ainda mais eu que tou acostumado a jogar o DS pra lá e pra cá, tô bem acostumado a sentir um pesinho jogando, e o fato da leveza – apesar de ser um bom fator se formos considerar que o cara que comprar vai se acostumar – é um tanto desconfortável no início. O preço dessa leveza foi caro: a vibração no joystick. Sinceramente, rumble faz uma faltazinha sim, mas poxa…não é nem de perto a alma do game – é só um relevante. É como comprar um pacote de salgadinho e escolher um outro que vem com tazo, capisco? Eu sinceramente parabenizo a Sony por ter escolhido colocar o sensor – por mais porco que seja – do que ter comprometido o sensor ruim só pra por rumble. E eis o último ponto a falar do JoyStick: O sensor. Não dá pra negar que qualquer peão que leu sobre o PS3 na internet e nunca tinha jogado o console pensa que o sensor do PS3 é tão bom quanto Virtual Boy, mas não, o sensor é divertidinho. Talvez isso seja exclusividade do game que eu joguei, mas o sensor faz a sua parte, responde bem, não é tosco e mal-feito, enfim, cumpre a proposta do sensor do Sixaxis: ser apenas um diferencial nos games, e não o foco dos mesmo – coisa que, graças à Deus e a Miyamoto, acontece no Wii. Falando em Wii, o sensor é realmente MUITO pior que o do Wii, mas os motivos já foram citados acima. 🙂

Último quesito que acho que interessa do PS3: Gráficos. Ok, os Sonystas que me perdoem, os games são LINDOS, mas (pelo menos por hora) não é nada que o Xbox 360 não faça. Meu queixo caiu MUITO MAIS com o Gears of War do que com Folklore, tá certo que GoW é o carro-chefe do 360 e o Folklore é apenas um game relativamente aleatório, mas mesmo assim. Engana-se quem diz que é feio, porra, o game é espetacular. Eu ficava procurando texturinhas feias, serrilhados, achei nada! O personagem se move de maneira leve, parece um filminho de CG mesmo, e os efeitos são de impressionar, destaque pras explosões que rolam. Bonito mesmo, admito que em longa data gráficos mais elaborados poderão fazer falta pro Wii, até mesmo pro 360 se o PS3 cumprir o que prometeu, mas naquelas, jogos não são só gráficos. Ponto pro PS3, mas nada relevante 🙂

Pra concluir sobre o console, GOSTEI! PS3 subiu pra caramba no conceito, deu vontade de comprar se for pensar que o console terá Final Fantasy XIII e Metal Gear Solid, e até cogitarei sério a possibilidade daqui uns dois anos. Podem tacar quantas pedras quiserem, mas o PS3 é um excelente console!

Primeiro contatozinho do Folklore:

Plataforma: PlayStation 3
Lançamento: 12 de Outubro/2007
Não neguemos que a lista de jogos do PS3 é BEM escassa – e quase tudo de bom que tem pra ele, tem pra 360 também. Mas isso não é motivo de desânimo e tal, até porque só precisamos lembrar que logo o console terá Final Fantasy XIII e Metal Gear Solid 4 EXCLUSIVOS pra ele. Mas acontece que, aos poucos, bons games vão chegando. É aí que se encaixa Folklore.

Basicamente, o game é um jogo de ação. Tiros pra lá, golpes pra cá, e uma trama qualquer que faça você decidir controlar o personagem. Este, um homem, é A CARA do Otacon, de MGS, e com um sobretudo de couro marrom que vai até a metade das canelas, como todo bom pistoleiro. Acontece que o game é bom. Bom pra caramba! Apesar de ter jogado apenas a demo que tá disponível pra download na LIVE da Sony, deu pra sacar o qual é a do jogo. Como dito antes, o game é de ação. Mais precisamente falando é um Devil May Cry sem os combos. Tá claro que o objetivo do jogo não é fazer você pensar, resolver puzzles, ler atentamente o que tá escrito, é porradaria pura e simples. O personagem absorve umas almas, e usa elas para incrementar uns espíritos que andam com ele e atacam para protegê-lo – ou algo assim, que foi o que deu pra entender apertando X freneticamente pra pular as cutscenes. Graças a isso, temos uma variada quantia de golpes. Um canhão, tiros, golpes com espadas, mais tiros, e inimigos. Muitos inimigos. Eis o primeiro problema do game: os inimigos. Sabe quando sempre tem mais do mesmo? Então. É o que acontece aqui, sempre as MESMAS coisas. Uns robôs que atacam com lanças giratórias e tal. Mas enfim, eles morrerão de qualquer jeito. Outro problema é um que não atrapalha muito, e até já apareceu em Resident Evil 4 – a quase monocromática escolha de cores. É SÓ amarelo e marrom. Só. A demo praticamente INTEIRA. Espero que isso seja apenas uma das fases do game, se não o jogo poderá ser tranquilamente taxado de “Devil May Cry + Resident Evil 4″. E tenho dito. E quanto ao uso do sensor? Bom, nesse game funciona assim: Cada vez que tu mata um monstro, a alma dele fica pairando até você sugá-la – se não o fizer, o monstro revive. Como absorver? Simples, segura o R1 e puxe para trás o joystick, num solavanco rápido, para que o personagem puxe a alma do monstro para seu…”armazenador de almas”. Nos chefes funciona um pouco diferente: a alma parece estar presa com mais apego ao seu corpo, então você tem que ficar puxando o controle de um lado para outro até enxer a barra, fazendo aquele símbolo de infinito com o controle, o 8 deitado.

Até contar procês um fato interessante: Fui com dois amigos lá jogar, e um desses amigos tem fama de não ter NENHUMA vergonha. O cara anda na rua gritando – é italiano, daí já viu -, fala de putaria na frente de desconhecidos como se fosse normal, e pra agravar: acha que é amigo de todo mundo. Isso faz com que o cara seja altamente exagerado. Então tava eu, jogando na minha vez, quando chega um chefe, eu mato ele, e começo a puxar a alma. Acontece que eu não consigo à tempo, pois controlei os movimentos pra não ficar ridículo e o bixo voltou, me atirou ou sei lá o que caralhos fez, e eu morri. Daí, quase que involuntariamente, o amigo começa a gritar “DEIXA EU, EU AGORA, VAI PIÁ, DEIXA, OW, EU AGORA, DEIXA?”, claro que deixei né, vai que ele resolve comer minha orelha – ou algo pior, ESSES ITALIANOS -, e daí ele começou a se divertir. Primeiro que ele soltava um “HÃÃÃÔ de risadona satisfeita a cada monstro morto. Daí chegou o chefão.

Pooobre chefão.

O piá se transformou. Aquele gritalhão torto virou um cabra macho. Começou a atirar no chefe. Ia demorar pra matar até, então virei pra ver uma cutscene de Zelda que tava passando em outra TV. Nisso, ele mata o chefe e começa a sugar a alma do chefe. Do pobre chefe. O cara tava quase voando. Os movimentos que eu fazia só com os pulsos ele passou pros ombros, esticando o máximo que podia os braços, pros lados, e fazendo um oitão deitado gigante. O atendente ficou com cara de despespero, eu e o outro amigo fingimos que não conhecíamos (o que não adiantou, já que ele insistia em gritar “OLHA, OLHA COMO FAZ PIÁ, PRESTA ATENÇÃO!”. E claaaro que eu ia conseguir parar. Italiano.) o garoto, até que ele matou o monstro. A demo acabou, ele devolveu o controle e fomos embora. Ele atrás da gente falando do jogo a volta INTEIRA pro curso e nós ali, andando e ignorando na esperança que o molecão parasse. Há!

Resumindo: O game é excelente, talvez não seja digno no bolso de um brasileiro estudante sofredor, mas é bom. O PS3, esse sim merece um lugarzinho na sua estante, apesar de todo o hype ruim que ele tá sofrendo.

Mas por hora é só, minha gente. Não posso falar muito mais do game pois joguei pouquíssimo. Deixou aquele gosto de quero mais – e assim também fez o PS3. Espero sinceramente que o console vingue, com isso a gente só vai ganhar!

Abração pra todo mundo, galera. 🙂


Profecia azul, assassinato e mais um título infeliz

5 agosto 2007

Pois é, foram umas férias de blog durante as quais muita coisa aconteceu. O feedback do último post foi porco, cansei de escrever, larguei uma matéria na faculdade, decidi largar Computação de vez, percebi que eu tava levando jogos muito a sério e que na verdade eu não queria zerar Ocarina of Time e Fallout, assisti uns filmes cult, viciei em CS, varri meu quarto, fiquei de novo com vontade de zerar Ocarina of Time e Fallout, e finalmente voltou o gosto por escrever. Então hoje volto à ativa com outro desses títulos retardados que precedem um Primeiro Contato. Pelo menos o jogo é bom.

Indigo Prophecy (PC, PS2, Xbox)

Sabe aqueles jogos pouco conhecidos, mas que mereciam mais atenção do que muita coisa que faz sucesso por aí? Indigo Prophecy é um desses. Um “adventure dos novos tempos”, Fahrenheit, como é conhecido o jogo originalmente, mistura uma história intrigante com uma ótima mecânica e muitas inovações para o gênero que já era considerado morto.

Evoluindo dos aponte-e-clique tradicionais, aqui temos um sistema de vida parecido com The Sims que faz com que o jogo não seja apenas um aglomerado de puzzles envolvendo diversos objetos e lugares. Os personagens têm um medidor de satisfação que sobe ou desce de acordo com o que eles fazem ou o que acontece com eles. Usar o banheiro, por exemplo, não se resume a uma piadinha sobre a massa disforme que paira na privada: seu personagem manda um xixizão e sai com +5 pontos de alegria. O contrário também acontece quando você dá um fora numa conversa, não encontra alguma coisa ou toma um daqueles sustos de arrepiar os cabelos. -5, -10, -20, varia de acordo com o estresse causado. Se deixar esse nível chegar a zero o personagem se suicida. Simples assim.

A história começa com Lucas Kane, um novaiorquino aleatório, matando um cara no banheiro de uma lanchonete. Ele não sabe por que fez isso, mas fez. De quebra riscou à faca uns negócios estranhos no braço. Agora Lucas tem que descobrir o que está acontecendo com ele, entre aparições de uma menininha maligna e visões de um ritual diabólico.

Mas a história também começa com Carla Valenti e Tyler Miles, a detetive CDF e seu parceiro largadão, investigando o assassinato alguns minutos depois. Entre os problemas pessoais do cara e a intuição feminina da moça, eles também precisam descobrir que raio de assassinato estranho e sem motivo foi aquele.

E você joga com os três, seguindo o dia-a-dia deles como faria uma pessoa normal. Tudo tentando manter o nível de satisfação lá em cima, sendo que “lá em cima” é Neutro, já que nem um assassino confuso nem policiais desesperados podem chegar a ficar radiantes de felicidade. E esse toque The Sims contribui de monte para a imersão nos desafios de Indigo Prophecy, já que não é só sair correndo e checando cada caixa e canto em busca de itens. Você precisa seguir a linha da história e se manter vivo. Experimente engolir uns remédios e logo depois beber um copinho de uísque pra ver.

A jogabilidade em si é bastante interessante: com o teclado você movimenta o personagem, e com o mouse mexe a câmera ou interage com os objetos. Para abrir a gaveta de baixo clique com o botão esquerdo e puxe o mouse para trás, para abrir a gaveta de cima clique e empurre o mouse para frente, por aí vai. Frescura, mas diferente. Serve também pros momentos de desespero, como quando um policial tá batendo à porta do apartamento de Lucas e você ainda precisa fazer movimentos certos com o mouse pra poder agir a tempo. O mesmo acontece nos diálogos, já que você tem um tempo muito curto para responder entre as opções mostradas. Aqui entra um ponto fraco do jogo: precisa entender bem inglês pra escutar um policial dizer “O que são esses cortes no seu braço?” e responder “Ah, quebrei um copo e me cortei” a tempo.

Mas o que mais contribui para o estilo cinematográfico de Indigo Prophecy são as seqüências Genius, ou Simon Says. Seja tocando guitarra, jogando basquete, tentando lembrar do que aconteceu na noite do crime ou fazendo sésso com a ex (só se você tiver a versão européia, Fahrenheit, porque americano não pode ver essas coisas feias), você será confrontado com uma série de teclas para apertar no estilo do saudoso joguinho, mas que exige mais reflexos do que memória. As músicas que acompanham esses momentos mais emocionantes também são ótimas.

Sendo um adventure diferente e exigindo mais dos reflexos do que da cabeça, mas ainda assim mantendo a qualidade dos clássicos, Indigo Prophecy vale o investimento. Joguei o suficiente pra atestar sua qualidade, e pretendo zerá-lo nas férias. Dizem as más línguas que o final é uma merda, mas vai saber. Ruim mesmo é olhar pra cada espelho com apreensão depois dos primeiros cagaços.


Coelhos alienígenas em um cenário pós-nuclear

6 julho 2007

Finalmente acabaram as provas do bimestre, aquela depressão de quando se estuda em excesso passou e de vez em quando um ou outro tempo livre passa correndo e se eu for sagaz o suficiente, consigo pegá-lo e fazer alguma coisa que preste com ele. Caso contrário, eu acabo ficando no MSN até o tempo livre sumir de vista e depois digo que não tenho tempo pra nada.

É claro que “coisa que preste” deveria incluir “escrever no No Controle”, mesmo que eu odeie falar “no no” e prefira “escrever no NC”. Só que com o punhado de jogos que chegaram às minhas mãos atualmente, não tá rolando fazer umas resenhas ou dar uma papeada gamer. Então vou aproveitar que ainda não zerei nenhum da lista, deixando aqui minhas primeiras impressões sobre dois.

Rayman Raving Rabbids (Wii, PS2, Xbox 360, PC)

Pra começar, quero deixar claro que joguei a versão de PC, e que o jogo foi claramente projetado pra ser jogado em um Nintendo Wii. Além disso, ele foi claramente projetado para causar agonia aos donos de um PS2 ou 360, ou ao menos foi o que eu li por aí.

Ao contrário dos outros Rayman, que eram jogos de plataforma, Raving Rabbids traz o herói sem braços nem pernas numa trama sem pé nem cabeça que serve de fundo para um jogo com um punhado de minigames. O que você precisa saber é que uma raça de coelhos alienígenas, os rabbids, raptou nosso herói sem braços nem pernas, e agora ele precisa vencer diariamente uma arena de minigames de modo a ganhar desentupidores de pia suficientes pra ele escapar pela janela.

Conclui-se pela maravilhosa história que tudo gira em volta dos joguinhos. O que num Wii resume-se em tudo girar em torno do Wiimote, e nas outras plataformas resume-se em tudo girar em torno da sua vontade de ter um Wii. Mas até que Raving Rabbids não faz feio no PC. Os minigames às vezes ficam bem simples com um mouse e um teclado, e a tela de instruções se faz de boba dizendo “hehe, a parte legal de jogar no computador é que seu amigo aperta o espaço enquanto você mexe o mouse \o/”

Vale a pena pelos coelhos. Desde um jogo onde você precisa manter as portas das privadas fechadas enquanto os bichos tentam sair e te atirar desentupidores, até o minigame de dança à “Guitar Hero encontra Dance Dance Revolution com uma dificuldade que vai agradar seu sobrinho”, passando pelo fantástico Bunny Hunt (clone de Time Crisis que por si só poderia render um bom jogo, com os devidos retoques e adições), os rabbids são sempre hilários. Eles e seus gritos de fúria.

Tem também um tal de Family Mode e um outro modo só pra bater recordes, mas não cheguei a explorar nenhum. E no pouco que joguei deu pra ver um ou dois bugs bizarros também, como uma fase que não me dá 40000 pontos quando era pra dar, fazendo assim com que eu nunca possa completar as tarefas daquele dia. Mas, como eu disse, é engraçado pelos coelhos, seus vídeos e a admiração que eles começam a nutrir por Rayman conforme esse vai se mostrando um minigamer nato.

Mas se você tiver um Wii, cuspa na cara da versão de PC e vá lá brincar com seus controles. Ou então espere por Rayman Raving Rabbids 2, que já deve estar pra sair.

Fallout 2 (PC)

Falaram tanto desse aqui que eu botei na minha cabeça que ia conseguir o jogo. Em uma bela manhã, acordei e lembrei que tinha visto há um ano uma revista com o CD, em uma banca do centro. Depois do almoço fui pra tal banca. E eis que estava lá estampado na prateleira das Fullgames e afins: “15,90”. Eu tinha 11 reais no bolso, exatamente. Teria que comprar só no outro dia, já que eu tava atrasado pra aula e não tinha nenhum banco por perto. Vi minha querida CD Expert com Fallout 2, com uma inscrição chamativa na capa: “Mais barato…”, sorri, “… apenas 12,90”. Baixei a cabeça novamente. Ia colocar o jogo de volta no lugar quando percebi uma etiqueta no canto da capa: “5,90”. Perguntei pra atendente se era aquele mesmo o preço e sim, era. Ela não diria que não, depois de ver aquela cara de criança feliz levando um LEGO de 300 reais pra casa.

Depois da aula, levei meu jogo original e novinho de 6 reais pra casa e coloquei no computador. Pra começar, tem uma tela de instalação engraçada: a small installation ocupa 1.1MB, aí tem a medium, a large e a HUMONGOUS INSTALLATION, em maiúsculas mesmo, que ocupa cerca de 700MB, um gasto de memória incrivelmente grande em 1998. Após a instalação e um bom patch desoficial pra corrigir os inúmeros erros de Fallout (é daqueles jogos que foram pouco testados), eu estava pronto pra começar meu RPG pós-nuclear.

No primeiro Fallout você era um cara que tinha que ir buscar água pro seu povo, e tinha um tempo limite pra fazer isso. Depois disso ainda tinha que detonar uma ameaça mutante ou algo assim. Não vou contar o fim porque talvez vocês queiram jogar, mas o que importa é que Fallout 2 acontece 80 anos depois, com um descendente do primeiro protagonista. Você vive em uma aldeiazinha com sua tribo, um monte de pelados que não aparentam nem um pouco estar em um cenário futurista, e é O Escolhido pra encontrar o Garden of Eden Creation Kit, um pacote que promete transformar tudo em verde de novo. Lembrem de ver o filme de início, pelo amor de Deus.

Mas nem tudo é tão fácil. Primeiro tem que passar por um templo doido cheio de armadilhas, aranhas gigantes e escorpiões do mal. E você tem uma lança. Chega a ser estranho abrir um baú e ver um explosivo high-tech, pra só depois lembrar que você tá em 2241. Mas é só sair do templo que as semelhanças com Diablo acabam: Fallout parece ser um role-playing game no sentido “de mesa” da palavra. Não é só sobre jogar dados e acertar ataques, e sim sobre interpretar personagens. Então eu vou lá, com meu carinha de carisma 9 e força meio baixa, e descubro que eu tenho que lutar contra um companheiro da tribo pra acabar os desafios do templo. Dá pra brigar, mas com um bom papo você convence o cara que alguém poderia sair morto, e seria ou ele ou O Escolhido, o que de qualquer modo seria ruim pra ele. E isso é só o começo da série “como todos os RPGs deveriam aproveitar os pontos que você investe em Carisma e Inteligência”.

Basta sair da tribo e ir pra cidade mais próxima pra perceber que a parada é bem estilo Mad Max. Gangues, tribos, carros, tudo num desespero por água/gasolina num cenário desértico destruído pela guerra. Só joguei até aí, salvei e ataquei um guri na rua. Todos vieram ver e botar lenha, cada um a seu turno, como na batalha normal, e no fim eu morri pra uma mulher que deveria ser a mãe da criança. Pelas fotos que eu vi tem bem mais cidades, um mapa grande, um carro legal pro protagonista, casamentos, companheiros cyberpunk, prostitutas, jogos de azar e um monte de referências à cultura pop.

Parece ser legal mesmo. Se você achar por 5,90 encalhado em alguma prateleira da banca da sua cidade, compre sem pensar duas vezes. Além das dúzias de quests e da história bem diferente que já deve levar um bom tempo, ainda tem as muitas e muitas possibilidades de personalização de personagem, em um jogo onde isso faz diferença sim, e não apenas define que armas você pode carregar.


Cenários boiolas e pequenos marginais

15 abril 2007

Bom, já fazia um tempo que não aparecia um Primeiro Contato por aqui, aquela seção safada que fala mal e porcamente sobre algum jogo e te deixa pensando em como você seria mais feliz se eu e o Gui fôssemos um pouco menos preguiçosos.

Então dessa vez apresento dois jogos que vêm tirando nosso sono. O primeiro deles foi o motivo pelo qual ficamos alguns dias sem atualizações relevantes, a ponto das visitas diárias caírem da casa dos cinco dígitos para quatro. O outro é o que vai fazer um amigo pegar nojo da minha cara, porque eu simplesmente não quero soltar o PS2 do infeliz.

Trickster Online (PC)

A convite do maligno, cruel e sugador de almas Fabio Bracht, eu, recém curado do rápido vício por Tibia, resolvi dar mais uma chance aos MMORPGs. Já tinha lido sobre Trickster numa EGM ou outro lugar, e a curiosidade foi mais forte que a vontade de nunca mais jogar esses jogos do demônio.

Me cadastrei, deixei o jogo baixando e fui pra sala terminar Prince of Persia: The Two Thrones.

– What’s your favorite color?
– Blue! But what’s the popopopopopopopopopopo(…)

Eis que ganhei um bom motivo pra viciar em Trickster. É bem mais honroso dizer que meu review da trilogia PoP não saiu porque eu comprei um DVD pirata meio baleado e me ferrei do que dizer que ainda não escrevi a resenha porque tô tarado num MMORPG fresco.

Beleza então. Tratei de encomendar outra cópia vagabunda de T2T e fui para o computador.

A primeira impressão que se tem, antes do download e da demorada atualização terminarem, é de estar perante um jogo extremamente gay. A segunda impressão, ao ver o menu inicial e começar a digitar o login e a senha no ritmo da musiquinha viciante, é de estar perante um jogo extremamente gay. A terceira impressão, depois de criar um personagem e começar a movimentá-lo pelo mapa, é de estar perante um clone de Ragnarök extremamente gay e bonito.

Sério, muito bonito. Enquanto em Rag temos um belo cenário tridimensional, os mapas de Trickster são todos cuidadosamente desenhados, sem frescura de mudar ângulo de visão e essas coisas, mas ainda assim lindo. A ambientação do game contribui pra isso: uma ilha paradisíaca com praias, ambientes subaquáticos, praias, cavernas rochosas e praias, entre outros, todos regados a muitos bichinhos fofinhos que você cruelmente deve espancar se quiser ser alguém na vida.

Isso leva a dois pontos interessantes de Trickster. O primeiro deles é a história do jogo: nada de guerreiros de Exú combatendo demônios enviados do inferno para acabar com a paz no mundo. No lugar disso, há uma empresa de brinquedos cujo dono milionário acabou de morrer, e ao invés de deixar herança liberou geral pra ir para Caballa Island buscar os tesouros daquelas terras. Junto com isso há uma história de que a ilha tá sendo teste pra uma experiência com realidade virtual da empresa. Algo assim, li meio por cima. Talvez seja por isso que todos os personagens são meio humanos, meio animais.

O segundo ponto eu esqueci, é isso que dá ser prolixo. Juro que se lembrar atualizo.

O terceiro ponto, decorrente do primeiro mas que ainda não é o que eu tinha em mente quando falei que eram dois, é a escavação. Como vocês todos são safados em busca de tesouros em uma ilha no meio do pacífico, nada mais natural do que PROCURAR os tesouros ao invés de ficar enfiando o porretaço em coelhos. Então há o “drilling“, que resumidamente é um sistema de perfurar o solo com uma espécie de britadeira em busca de dinheiro, equipamentos e itens para as quests.

Quanto à interface do jogo, é tudo bem parecido com Ragnarök. Bem melhor, diga-se de passagem, com menus bem organizados e ao mesmo tempo sem lotar a tela de informação inútil. Outra semelhança: cada drillada dá itens completamente idiotas, como “Turban Shell”, “Ship Steering Wheel” e “Chevesennuef”, objetos esses que só serão úteis em uma quest remota lá no quinto dos infernos, que vai exigir algo mais do que você tem no inventário e no fim vai dar uma experiência ínfima. Igual Ragnarök. Acho que acostumei com Tibia, onde todo e qualquer item idiota encontrado era usável, e quase sempre útil. Aí você ia na loja de armas e vendia um machado que achou, ao invés de chegar na menina que vende poções e fazer uma grana preta com seus “Mermaid’s Hairpin”.

Falando nisso, as quests do jogo costumam ser variadas. Não é “vai lá na praia e cata sabão, xampu e bronzeador pra mim, bjsabsmeliga”. Tem umas missões de detonar X bichos em Y minutos, outras de detonar um monstro especial em Y minutos, e as clássicas de ir buscar itens que não fazem sentido algum e trazer pra alguém que supostamente vai fazer bom uso deles. Mas até essas conseguem ser divertidas, porque não raro você vai se encontrar escavando o chão em busca de colheres sujas quando poderia estar ganhando o dobro de experiência acabando com os macacos bobos e com as anêmonas más.

Ou então 2,5 vezes mais experiência, como permite o sistema de party. Sua equipe pode ter até seis pessoas. Se todos forem personagens do mesmo sexo (Gay Party) ou se houver pelo menos um de cada classe disponível (Royal Orgy), todos ganham 2,5 vezes mais XP do que se estivessem brigando sozinhos.

Ponto para Trickster. Foi o primeiro MMORPG que eu joguei que acertou no sistema de grupos. Ao menos eu suponho que no Rag não era assim, porque nunca ninguém me aceitou em party lá. Aqui há uma busca frenética por gente pra montar equipes variadas, que abusem das quatro características principais (Power, Magic, Sense e Charm).

Se eu for citar as frescuras deliciosas como pets, cards, card battles e essas coisas, vou me estender demais. Mas tenham certeza: é bom. E de graça, o que vai garantir muitos “e awez blz tb so br n fis o tutorau cmo q usa skil??”

Então baixa agora e adiciona Lipedal nos amigos, caso tenha jogado o tutorial. Se a preguiça bateu e você acha que é mais fácil descobrir na mão como jogar, adiciona meu outro char aí: Hicho.

Site oficial, com link pra download, cadastro e tudo: http://www.tricksteronline.com/

Bully (PS2)

Sério, tô com sono. Então tentarei ser rápido com Bully.

Meu grande amigo e colega Bajerski é agora um feliz possuidor de um PS2, e um triste possuidor de uma criança crescida de nome Felipe, ambos convenientemente instalados na sala da casa dele. Meu sonho de anos – conhecer God of War, Shadow of the Colossus, Bully, Guitar Hero, Okami e essas coisas – finalmente vai se concretizar agora que tenho acesso semi-direto ao console dito “vencedor” da geração passada.

E começamos por Bully, o polêmico jogo da Rockstar (redundância?) sobre um garoto que não é flor que se cheire, aprontando altas confusões numa escola do barulho! Ou algo assim.

Eu esperava encontrar um GTA com um pivete no lugar de CJ ou Tommy Vercetti, mas Bully é muito mais que isso. Dá pra chamar de “GTA encontra Harry Potter com bodoque no lugar do estupefaça”. Jimmy Hopkins, o protagonista, vai à aula, canta garotas e tenta ganhar um dinheiro extra cortando a grama e entregando jornais em Hogsmeade na cidade.

Ao contrário do que parece ser, esse não é um jogo descerebrado onde você é um mal-encarado que tem que quebrar os colegas menores. Ele é mais uma crítica aos sistemas de ensino autoritários, mostrando que bullying gera bullying e por aí vai. Jimmy é só um menino levemente problemático com pais alienados que o colocam em um colégio altamente problemático, onde guerras de facções ocorrem no nariz do diretor, que resmunga impassível “that’s nonsense, boy” quando o garoto reclama.

O que eu não entendo é por que tanta polêmica em cima de um game onde você tranca os coleguinhas no armário. Tanto jogo onde o objetivo principal é fuzilar uma nação inteira, por pensar diferente e ter menos equipamento bélico, e o filho da puta do Jack Thompson vem querer boicotar justamente Bully!

Ahhhhssudê.

Mas então, gameplay. Claro que temos missões estilo GTA, de fazer favores, bater em alguém, entrar escondido em algum lugar e pegar algo, por aí vai. Também há as tradicionais missões por grana, ativadas quando alguém chega correndo em você pedindo ajuda em alguma coisa (como a engraçada “atire ovos no dormitório das meninas”, que ao ser completada ativa “atire ovos no dormitório dos meninos”). Outra coisa: até onde joguei, Jimmy ainda não possuía nenhuma propriedade ou estabelecimento comercial, e creio que nem vai ter. Pô, é um guri de 15 anos ou perto disso! Então, para ganhar um dinheirinho, nada melhor que fazer trabalhos como cortar a grama do vizinho, entregais jornais para o bairro na mira dos cachorros, participar de corridas de bicicleta, por aí vai.

Mesmo assim, creio que a grande novidade em termos de missões é a aula. Cada matéria é um divertido minigame, a ser jogado em seis níveis diferentes, representando as seis avaliações do colégio. A cada “prova” completada, um bônus é aberto.

E esse é o elemento Harry Potter da história: ao contrário de CJ, Jimmy tem uma rotina. Você acorda, vai às aulas (ou não), tem a tarde pra fazer missões, sair beijando as meninas ou tirar fotos das pessoas e então à noite você dorme. É, a cama não é só um lugar pra salvar o jogo. Se o menino não dorme, ele cai de cansaço e só acorda no outro dia.

Quanto a coisas a fazer, o jogo tem muitas opções. Completar o Yearbook com foto de todos os alunos (cada aluno é um personagem único em Bullworth, e não um boneco genérico gerado aleatoriamente), beijar todas as meninas, beijar uma delas perto da outra pra ver as duas brigando, coletar todas as G&G Cards, coletar todas as fitinhas azuis, passar em todas as provas, destruir todos os gnomos, conseguir todas as roupas… nossa, muita coisa.

Enfim, me pareceu um ótimo jogo, indispensável pra quem tem um PS2 e gosta desses games de mundo livre e vivo. Bem vivo, por sinal, como você vai ver quando os bullys e os nerds começarem a fazer guerra entre si e um gordinho de óculos espancar um loiro fortão sob o olhar admirado da platéia.

Mas se você não tem um PS2, corre pro Trickster e depois comenta aqui o que achou.


É A VERMELHA, SEU IMBECIL!!1

3 março 2007

Um Primeiro Contato aí pra vocês, por que eu nunca falei sobre um jogo específico.

The Matrix – Path of Neo (PS2/Xbox/PC)

Que atire a primeira pedra o nerd que nunca quis um óculos igual esse!...AI! MENTIROSO!!

Não vou negar que já emprestei o jogo do amigo com cara feia, lembrando que Enter the Matrix não foi aquele jogãããão que eu esperava que fosse. Guardei o bichinho na mala, fomos eu e os amigos nos divertir, até que volto pra casa. Ligo o PC, dou aquela checada cremosa no Orkut, converso um pouquinho, outro poquinho…daí eu lembro que tou com o jogo na mochilinha. Encerro todos os papos, deixo baixando o oitavo episódio de Lost, ligo o Playstation 2 e…me deparo com um game que evoluiu muito do seu antecessor. Bom, podemos dizer que a premissa do game é fazer com que você caminhe pelos mesmos passos de Neo, na trilogia, que não devia ser trilogia, e sim só o primeiro filme. Eu falei num post passado que game de filme sempre é ruim, mas ainda tem uma chance quando é baseado na franquia. Enfim, vou me contradizer. O game é bom.

Ao começar o jogo, você vê Neo em seu escritório, deitado no PC…assim como no filme. O PC começa a transmitir a mensagenzinha mandando o Neo seguir o White Rabbit, e daí dá aquela enroladinha e tal…e até que o celular do escolhido toca, é o Morpheus. Aí começa outra parte do game: A fuga do escritório. Devo dizer que essa parte é espetacular. Um stealthzinho básico. Depois de obedecer o Morpheus, escolher a pílula certa, você vai começar o tutorial, pra aprender os milhões e milhões de comandos do jogo. O tutorial tem seguramente mais de uma hora de duração, não tem muito a ver com o filme, mas é bem legal. Funciona assim: Os rapazes que tão na nave do Neo criam uma realidade virtual, assim como a Matrix, pra que você lute contra inimigos falsos e tudo mais. É bem divertido, apesar do principal objetivo do tutorial seja te ensinar a jogar. E é disso que falaremos agora: Jogabilidade. Bem complicadinha. Vários botões, combos, o sistema de Focus, que é onde você fica em slowmotion e desvia de balas, dá golpes mirabolantes, entre outras peripécias que só o The One pode fazer. Não vou dar spoil e contar como são as técnicas, só vou dizer que funciona bem, e é bem mais vasta que a de Enter the Matrix. Os gráficos do jogo não são aquelas coisas que te faz chorar e trocar de cueca. O Keanu Reeves virtual parece o de verdade sim, enfim… os gráficos simplesmente fazem o seu papel. Mas whatever, eu não ligo pra gráficos mesmo. =D

Agora, só pra não ficar muito otimista, falemos da parte ruim do game. A história.
O pouco que joguei não segue a história do Neo. Tem sim cenas clássicas, como Neo versus Morpheus (I know Kung Fu e tal), mas não segue à risca. Pelo menos não até agora…mas tomara que isso seja uma questão de tempo. Concluindo…gostei do que vi. Fui com nariz torto pra jogar e me arrependi. Mas o game é bom sim, pessoal. Podem confiar!

E tomara que fale algo sobre o Matrix Revival,  que vai sair em 2009!

Pô…cê você acreditou nessa frase aí em cima, és um pato.
Aquele abraço costumeiro!


13 naves rápidas

7 fevereiro 2007

Inaugurando o que importa no site – jogos – e já aproveitando pra começar a lotar o menu de categorias aí do lado, vamos ao primeiro contato com nosso “Primeiro Contato”.

O objetivo dessa categoria de posts é transmitir a vocês nossas primeiras impressões sobre um jogo recém comprado/baixado/alugado, então não esperem uma resenha completa, com nota para os gráficos em uma HDTV de 52″ e indicações de onde encontrar cada glitch do bicho. É mais uma coisa do tipo “o jogo é muito bem feito, a jogabilidade é incrível, os gráficos são perfeitos, que botão usa o item?”, beleza? Então tá. Vão a seguir os dois últimos jogos de Gamecube que eu consegui.

F-Zero GX (GC)

Pra começar, um menu cheio de opções. Abri um sorriso quando não soube por onde começar, e o fechei quando lembrei que tava só com uns 10 blocos livres no memory card. Ignorei a opção “customize” e olhei para o resto. Grand Prix, Practice, Versus e Story, se bem me lembro. Como bom jogador cagão que gosta de um tutorialzinho esperto antes de se atracar a jogar, fui no Story. Não tinha tutorialzinho esperto nenhum. “Isso é que é jogo”, falei pra mim mesmo lembrando de Mario Kart e afins.

O modo Story na realidade não é pra ser a primeira opção de um recém-chegado no jogo. Até onde entendi, é mais um modo pra desafiar os tarados que já zeraram os três campeonatos em primeiro lugar em todas as dificuldades. Ou eu que sou ruim, porque joguei a primeira fase no Normal, resmunguei algo como “ah, os jogos antigos eram tão mais desafiadores” e não consegui passar o Hard, nem chegando perto de ler “Very Hard” na tela de seleção. Cada dificuldade abre um item/carro novo, fora o Normal, que só habilita a próxima fase na lojinha, pois você ainda tem que comprá-la.

Depois de admirar as CGs lindas que acompanhavam as missões, vi que o Story era muita areia pro meu caminhãozinho e saltei pro Grand Prix. Ah, agora sim. Três campeonatos, três dificuldades e MUITO carinha pra escolher, desde tartarugas adolescentes mutantes até canastrões queixudos à Capitão América. Só que você começa com quatro, o resto tem que comprar na lojinha. Porcos capitalistas. Bom, aí você pega o personagem mais bonito e vai pra uma tela de seleção de cor e de balanço aceleração/velocidade máxima com um gráfico gostosinho, o que eu achei bem interessante. É, eu nunca tinha jogado F-Zero.

Então vêm as pistas. Ah, as pistas. Loopings, retas cheias de boosters, curvas em 90º, amo muito tudo isso. O bolor no começo da corrida é algo sensacional: é neguim se empurrando, capotando, pegando booster sem querer e voando pra fora, atolando a mão na bunda do outro, por aí vai. Até a segunda volta é assim, e então você consegue o turbo do Y, que nos tempos de Top Gear 3000 eu chamaria de “o nítron”, sei lá por influência de quem. E então começa a briga pelo primeiro lugar. Tu usa o turbo, o primeiro também, aí vocês ficam se batendo enquanto o terceiro e o quarto passam à toda, virando respectivamente primeiro e segundo, enquanto você arrisca a lataria pra pegar o booster da pista e emendar um Y, ao mesmo tempo que percebe que tua barrinha de energia tá quase acabando e que vai ter que fazer malabarismo com os dedos pra pegar o caminho de recarregar energia. E assim vai até o fim, podendo acontecer de você ganhar por cinco milésimos de segundo, o que é extremamente emocionante se teu coração agüentar até a tela dos tempos. Deve ficar melhor ainda quando você disputa o primeiro lugar com seu rival, que eu não sei pra que serve ou o que faz, mas possui uma plaquinha escrito Rival em cima da nave estilosa.

Ah sim, os gráficos. Na primeira vez eu olhei bem e achei os gráficos ótimos, mas a jogabilidade um pouco lerda. Na segunda vez eu joguei bem e achei a jogabilidade ótima, mas os gráficos tavam voando rápido demais pra eu ficar prestando atenção neles.

Resumindo, parece ser um ótimo jogo, e bastante viciante. Momentinho que vou aí jogar o campeonato no Normal e já volto pra descrever meu Primeiro Contato com

XIII (PC, GC, XBox, PS2)

Li sobre esse jogo pela primeira vez quando ele foi lançado, em… 2003? Acho que sim. Na época fiquei doido pelas fotos na EGM: gráficos perfeitos em cel-shading ou seja lá como isso se escreve, uma ambientação de história em quadrinhos e onomatopéias gigantes saltando na tela. Ontem tive a oportunidade de comprar XIII e a primeira coisa que me veio à cabeça foi “Nossa, eu tô em 2007. Os gráficos devem ser uma merda!” Ainda bem que me enganei. Pra começar, o menu principal e seus filhos têm layout de HQ, muito bonito. Então você vai em New Game e a historinha começa a ser contada em quadrinhos, cada um animado separadamente e ao mesmo tempo estático, como aquele primeiro desenho animado da Mônica, que tinha os quadros mas acontecia como um desenho normal. Gah, me enrolei. Mas acredite, é legal.

Resumindo, alguma boa alma matou o presidente dos Estados Unidos e o pessoal acha que foi você. Ou FOI você, como saber, se tu acabou de acordar em uma praia com uma dor-de-cabeça dos infernos e no momento só consegue pensar “ô loira gostosa”, enquanto uma moça gentil tenta te ajudar a levantar? Aliás, esse momento de ressaca merece um destaque. Recentemente o Fábio Santana escreveu um post sobre a interação do jogador em momentos exóticos da trama, e sobre como fazer é mais imersivo do que ver nesses momentos.

Você acorda na praia com a vista embaçada e a cabeça latejando, e ao invés de aparecer um filminho sobre como a mulher te ajudou e virou peneira antes de você começar a cantá-la, você JOGA enquanto a mulher te ajuda a levantar e enquanto queimam ela. Esses momentos, cortados por flashbacks igualmente jogáveis, fazem dos primeiros momentos do jogo uma experiência muito boa. E então você chupa a baba e percebe que a loira acabou de morrer e tu tá numa cama de pronto-socorro, com uns 30 de vida e sem nada pra te defender a não ser uma cortina. Aí vem outra coisa legal: gostou do formato da cadeira ao seu lado? Acha que ficaria bem na cabeça do gângster que tá esperando você levantar? Simples: pegue-a e use-a como arma. Dá pra fazer isso com cadeiras, garrafas, cinzeiros, cadeiras, cinzeiros… você só percebe que não é tão sensacional assim depois de um certo tempo. Até lá é só felicidade.

Então você deu um pau no maluco, pegou sua arma e sente que se sair do pronto-socorro vai levar chumbo? Sem problemas, um quadrinho altamente sagaz pára sobre o cara que tá em cima da montanha esperando pra te fazer beijar o chão. Aí você mira, você atira e ele cai do morro, enquanto uma seqüência de quadros mostra o quão dramática foi a queda dele, do tiro ao piso. Mesmo que eu não goste de jogos violentos e ache que o mundo seria um lugar melhor se Pokémon Snap e Viva Piñata fossem OS jogos idolatrados pelas revistas de games ao invés de Gears of War, tenho que admitir que o negócio foi muito bem bolado. Muito. Além de que eu tô jogando um FPS, não posso reclamar do close na testa do homem mau no momento do impacto.

Por aí segue o jogo. De um lado temos os caras do presidente que querem te matar, de outro temos os caras de uma organização secreta que querem te matar, e do outro temos XIII, você, perdido como cego em tiroteio. Além disso parece ter um bom modo multiplayer, que ainda não pude experimentar. No fim das contas, é bastante viciante e bem bolado. Fiquei com vontade de jogar mais pra entender o que diabos tá acontecendo nessa história.

Bom, é isso. Se você já jogou esses jogos, comenta aí concordando comigo. Senão, diga o que achou do “Primeiro Contato” e aproveita pra dizer o que gostaria de ver no próximo post. Mais fotos? Thumbnails? Uma resenha decente? Um artigo constatando que o controle de GC é melhor que o do PS2? Dêem suas sugestões 🙂