E depois?

5 abril 2007

Inaugurando a seção Chat, um bate-papo sobre o futuro dos jogos após os gráficos foto-realistas e as explosões com as quais seu pai nem sonhava na época de River Raid. Tinha muita coisa a discutir, então perdão se nos estendemos. Na próxima a gente vai tentar maneirar 😉

Gui. diz:

Tipo, já começou e tal.

Lipedal diz:

Uh.

Gui. diz:

E aí, qual teu pitaco?

Lipedal diz:

Bom, eu tenho três apostas principais.

Lipedal diz:

Minha aposta mais feliz é uma atenção especial a elementos como a história do jogo e tal. Já que os gráficos tão lindeza, os produtores contratariam menos gente pra tentar fazer um jogo mais bonito que o concorrente, e mais roteiristas pra tentar fazer um enredo mais memorável que o concorrente.

Gui. diz:

Pois é, eu tinha pensado nisso também, só que daí eu lembrei que existe MGS :V

Gui. diz:

Impossível imaginar um enredo melhor que o de MGS, ou de Final Fantasy X. Até mesmo Zelda TP tem um enredo desgraçado de bom.

Gui. diz:

(e > os outros dois =D)

Lipedal diz:

Hahhaha, tá certo. Mas forçar enredos bons não quer dizer que tenham que ser melhores que os atuais.

Lipedal diz:

Nada impede o próximo FPS-hype-da-geração-atual de ter uma história mais elaborada. Não que precise ser melhor que MGS e FF.

Lipedal diz:

O que eu quero dizer é que nessa previsão aí sairiam menos jogos “atire em tudo que puder e depois leia a Wikipedia pra entender mais ou menos o roteiro”.

Gui. diz:

Ah, mas acho que hoje muito jogo já tem enredo bom sem precisar.

Gui. diz:

Vide Halo. Nem sei se você conhece o enredo de Halo e tal X=

Lipedal diz:

Não conheço =X

Gui. diz:

Porra Lipe, cê NUNCA fechou Max Payne e nem conhece o enredo de Halo? Fogueira!

Gui. diz:

Mas então. Nem vou te contar e tal. =)

Lipedal diz:

Lá li numa EGM.

Mas foi suficientemente comum pra eu não lembrar agora.

Lipedal diz:

Envolvia aliens.

Gui. diz:

E tiros. Ah, cê sabe o suficiente.

Lipedal diz:

Pois é.

Gui. diz:

Agora que você explicou o que quis dizer, deu pra sacar…quer dizer que você acha que não vai mais existir God Hand’s da vida?

Lipedal diz:

Hahahhaha, não que não vai existir. God Hand é um negócio meio retrô, não há história porque não quiseram colocar. Não é aquele negócio “puta merda, que gráficos ótimos que a gente fez! Hmm… Josefa, traz um café e um roteiro aí. Valeu.”

Gui. diz:

É uma possibilidade…mas eu acho que vai ser diferente D=!

Gui. diz:

Realmente acho que não tem muito mais o que se fazer nesse sentido… se começarem a sair só games estilo Xenosaga, eu paro de jogar e viro cinéfilo. Nem vai fazer diferença mesmo.

Lipedal diz:

Pior que é, tava pensando nisso agora enquanto falava 😦

Lipedal diz:

Afinal, o diferencial do jogo é poder jogar.

Lipedal diz:

História fica pro cinema. Jogo teria mais é que se preocupar com a jogabilidade.

Gui. diz:

Ah, e convenhamos, todo gamer merece uma folga de enredo minucioso sempre que der…o que seria de nós sem Spartan Total Warrior? 😛

Lipedal diz:

Exato…

Lipedal diz:

Então, manda teu palpite.

Gui. diz:

Se você pensar de modo grosso e sem muito detalhe, a única coisa que os consoles fazem desde o Atari e o Game & Watch é evoluir graficamente.

Lipedal diz:

Kjashkdjasd, bem grosso!

Gui. diz:

Tá certo que teve inovações tipo D-Pad e talz…mas não foi nada muito mais que isso.

Lipedal diz:

Pô, enredo também evoluiu 😦

Gui. diz:

Mas não de maneira expressiva.

Gui. diz:

Não tão expressiva quanto aos gráficos.

Gui. diz:

Vide Full Throttle e, sei lá, Oblivion.

Gui. diz:

Épocas diferentes, gráficos diferentes. Épocas diferentes, histórias igualmente fodas.

Lipedal diz:

Ah, entendi.

Gui. diz:

Pois é, eu acho que de modo que os gráficos já evoluíram ao máximo, enredo também já o fez…portanto acho que o próximo foco é jogabilidade…

Lipedal diz:

Ah é, esse é o chute da Nintendo.

Gui. diz:

O que já tá acontecendo, vide sensor <s>do Kirby Tilt’n’Tumble</s> do PS3 e do Wii.

Lipedal diz:

Hahahhahahahah!

Gui. diz:

Mas é sério!

Lipedal diz:

Realidade virtual, realidade virtual \o/

Lipedal diz:

Meu professor de Algoritmo e Programação, quando eu disse isso: “pfffff, realidade virtual é sonho de criança. Esquece isso, rapaz.”

Falaram a mesma coisa lá nos primórdios do mundo pra sei lá quem: “pffff, computador doméstico? Pra que alguém normal ia querer computador em casa?”

Gui. diz:

Isso mesmo que eu ia citar…há tempos atrás quem diria que o homem ia pôr as patas na lua? Não duvido de mais nada, bróder.

Gui. diz:

Não duvido que na próxima gen veremos isso mesmo, realidade virtual

Gui. diz:

Seria legal demais te dar uns pipocos online, hein.

Lipedal diz:

Na próxima sei lá.

Lipedal diz:

Mas talvez em alguns anos.

Gui. diz:

Ah, acho que na próxima, pra ser bem sincero, todos os 3 serão iguais. Sensor de movimento nos joysticks, gráficos fodas demais e jogatina online desenfreada.

Gui. diz:

Igualzinho Mega Drive x SNES, os jogos vão fazer o vencedor =o

Lipedal diz:

Mas sei lá, não acho que os próximos consoles todos invistam em jogabilidade diferenciada.

Lipedal diz:

Acho que ainda tem uns pontos a aprimorar depois dos gráficos.

Lipedal diz:

Tipo um jogão. Cita um jogão atual. FPS.

Lipedal diz:

Gears of War, por exemplo.

Gui. diz:

GoW é TPS e tal acho.

Lipedal diz:

Uh, é. Serve.

Gui. diz:

Newbie.

Lipedal diz:

Bom, GoW tem todo aquele esquema de cobertura, cenário destrutível e o caralho.

Lipedal diz:

Mas o cenário só é destrutível porque os programadores querem, e onde os programadores querem.

Lipedal diz:

Você não pode explodir tudo, você pode explodir o cenário limitado que foi programado assim.

Lipedal diz:

Olha esse vídeo depois volta pro MSN pra entender melhor o que eu tô querendo dizer: http://www.youtube.com/watch?v=7iCdN2FGOaQ&eurl=http%3A%2F%2Fzgamer%2Ewordpress%2Ecom%2F

Gui. diz:

Cê já jogou GoW?

Lipedal diz:

Não, tô só chutando baseado no que li. O que eu quis dizer é que ainda tem muito aprimoramento físico a fazer. Essa geração pode ter gráficos ótimos, mas ainda tem muita limitação física. Talvez isso seja melhorado até o fim dela, mas sei lá.

Lipedal diz:

Tipo essa madeira do vídeo. Isso é no mínimo FODA. Onde o cara cai, quebra a madeira. Como o homem aí falou: “isso simula o jeito que os materiais se comportam no mundo real”.

Gui. diz:

Ah, uma física mais realista você diz? Como a que tão prometendo pra Crysis? Eu acho que vai ser foda. Se bem que a física atual dos games tá ótima, cê vai ver quando jogar Oblivion.

Lipedal diz:

=x

Lipedal diz:

Sei lá, o que eu quero é poder pegar um FPS onde você atira num fogão e ele fica amassado naquele ponto em especial pro resto do jogo, você atira numa placa de metal mais resistente que o fogão, a bala ricocheteia e ferra tua perna.

Lipedal diz:

Nada de física

se (bala_pos==fogao_pos)

explode(fogao)

Gui. diz:

Seria mágico

Lipedal diz:

Mas enfim, esse é meu segundo chute para o futuro dos jogos.

Gui. diz:

Cacete, imagina o nível de um game onde você corre o risco de ser atingido pela própria bala!

Gui. diz:

Ia requerer uma estratégia monstra.

Lipedal diz:

Pois é. Não sei se isso já não existe. Acho que em Battlefield 2 a bala ricocheteia.

Lipedal diz:

Mas ricocheteia porque foi programado assim. Os programadores olharam, pensaram “algum pato vai atirar nas placas de metal”, e fizeram com que uma colisão bala+placa de metal resultasse em -10 pontos de vida.

Gui. diz:

Então, de novo, só ricocheteia os lugares que eles querem que richoteiem.

Lipedal diz:

Ao menos eu acho que é assim, meio manual. Veja aquele vídeo da DMM aí em cima e entenda o que eu quero dizer com física automática.

Gui. diz:

Eu vi, porra, sensacional!

Gui. diz:

Os caras até programaram madeira mais sólida e tal.

Gui. diz:

Mas enfim…qual seria seu terceiro pitaco?

Lipedal diz:

Meu terceiro pitaco, não considerando isso da jogabilidade (realidade virtual :~~) melhorar, é a busca por novas idéias nos jogos.

Lipedal diz:

Ninguém mais quer ver FPS da segunda guerra, por exemplo.

Gui. diz:

Tipo os games que cê quer fazer?

Lipedal diz:

Não, ainda não.

Lipedal diz:

Só idéias novas, tipo flOw, Katamari Damacy.

Lipedal diz:

Jogos que reinventam o conceito de jogo baseados no que ele precisa acima de tudo: divertir.

Gui. diz:

Super Mario, rá!

Lipedal diz:

Até Pokémon foi assim.

Gui. diz:

Vide Pokémon Snap *-*

Lipedal diz:

*-*

Gui. diz:

Se bem que o próprio Pokémon Blue foi totalmente inovador.

Lipedal diz:

Exatamente.

Lipedal diz:

“Ei, que tal se a gente fizesse um RPG onde você tem pontuação, mas a pontuação são bichinhos e eles brigam por você?”

Lipedal diz:

No fundo é o conceito mais básico dos jogos: score. Só que com monstros no lugar de pontos. Ou você nunca chegou e falou pra um amigo “eu tenho 93 pokémons, incluindo o Mewtwo e o Bulbasaur, que você não tem :)”?

Gui. diz:

Nunca tinha pensado nisso

Gui. diz:

Estragou a magia, cretino! >=(

Lipedal diz:

KAJSDHKJASDHKASDHKASDJ

Lipedal diz:

Katamari é outro. Você precisa acumular coisas, acumular coisas, acumular coisas e fazer uma bolona :L

Lipedal diz:

Um conceito extremamente simples, mas ao mesmo tempo revolucionário.

Gui. diz:

Saquei.

Gui. diz:

Porra, isso me lembra quando a Sony prometeu games em 4D, bizarro o_O

Lipedal diz:

Hahahhahah, sério?

Lipedal diz:

Como isso?

Gui. diz:

Sei lá :V

Lipedal diz:

Doentes.

Gui. diz:

Li numa revista aí, EGM acho. Mas nem lembro direito 😦

Lipedal diz:

Nossa.

Lipedal diz:

Deu dor de cabeça de tentar pensar, esquece vai.

Gui. diz:

Pousé… mas eu sinceramente não consigo pensar em nada inovador, se bem que quando a gente menos espera, vem aquele game tipo Okami, que revolucionou um monte o mercado

Lipedal diz:

Pois é. Pensar em algo inovador não é algo que você planeja.

Lipedal diz:

“Aí, vou dar uma cagada e vou pensando em algo inovador enquanto isso”.

Gui. diz:

Daí o game fica uma bosta, pescou!?

Gui. diz:

Foi ruim, admito =(

Lipedal diz:

Kjashdkjashdk

Lipedal diz:

Bom, da minha parte basicamente é isso:

Lipedal diz:

1- Reforçar enredo e o “porquê” do jogo, ao invés do “como” do jogo.

2- Continuar aprimorando conceitos técnicos. Depois dos gráficos, a física.

3- Perceber que não há muito mais o que fazer e começar a recriar os jogos, ao invés de reciclá-los.

4- Evoluir a jogabilidade, porque não é só tu que queria ver realidade virtual :B

Gui. diz:

Então, da nossa parte (y)

Lipedal diz:

Mas então, cabou o chat?

Gui. diz:

acho que sim, agora a gente faz uma conclusão do tipo “Mas Lipe, é isso. Tenho que ir fazer uma redação agora…maldito cursinho.”

Gui. diz:

“Beleza Gui. Aquele abraço!”

Gui. diz:

E você inventa uma piadinha qualquer.