Nova geração, um post sobre pais

14 fevereiro 2010

Uma vez, quando eu comprava todas as revistas e livros de RPG que encontrava pela frente sem nunca ter conseguido gente suficiente pra jogar uma partida, li em uma Dragão Brasil algo sobre pureza dos vampiros do jogo Vampiro: A Máscara. Posso estar bem errado (fãs de Vampiro, corrijam-me), mas creio ter lido algo sobre Caim ter gerado três vampiros, que seriam a segunda geração, que por sua vez geraram mais uma galera, a terceira geração, e por aí vai. Se bem me lembro, os vampiros de 13ª geração seriam o mais longe que se pode estar do sangue de Caim, a ralé vampiresca, que nasceu tarde demais para ser merecedora de algum respeito dentro dos clãs do jogo.

Mas, por um daqueles desvios da vida que me impediu de esbarrar em um conoisseur de RPG no colégio, ficar amigo dele e virar jogador assíduo, coisa que poderia ter acontecido caso meu lápis não tivesse caído no chão e eu tivesse saído da sala de aula sete segundos mais cedo no intervalo após o período de Química de uma terça-feira chuvosa, esse não é um blog sobre RPG, e sim sobre videogames. Mas videogames também têm gerações. E não, não é um post aula de história.

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Coisas que VVVVVV e Braid têm em comum, um post em duas partes

5 fevereiro 2010

Eu sou alguém que raramente termina jogos. Vulgo zera. Detona. Dá final. Bate a fita. Embora já tenha jogado de tudo, o número de games que acabei pode ser contado nos dedos da minha família. Da mão, porque contar com os pés é estúpido. Hoje foi um dia especial, pois terminei Indigo Prophecy – depois de alguns anos fazendo tentativas fracassadas – e o sensacional VVVVVV.

Uns dias atrás resolvi escrever o que fazia VVVVVV ser tão bom, mas demorei e o companheiro Fabio Bracht, do Continue, publicou um post com a mesma ideia básica. Descansado por não precisar destrinchar minha gratidão pelos responsáveis pelo jogo, mas ao mesmo tempo sentindo que preciso fazer uma introdução aos leitores que estiveram debaixo de uma pedra anti-indie nos últimos dias, tomei uma decisão não muito ortodoxa: dividir esse texto em duas partes, a primeira das quais você vê na próxima linha.

Leia o post do Continue, se ainda não conhece o jogo.

Agora leia a segunda parte


Heavy Rain e o futuro dos jogos

16 janeiro 2010

Ontem sonhei com Heavy Rain. Talvez porque ia escrever algo sobre a confusão com relação à capa do jogo, ou talvez porque, após dois anos, resolvi terminar Indigo Prophecy e subitamente fiquei na expectativa com relação a seu sucessor espiritual. O que importa é que sonhei com Heavy Rain, acordei conversando comigo mesmo sobre o futuro dos jogos, e resolvi que precisava despejar por aqui, num típico post “mesa de bar”.

No sonho, eu havia acabado de receber uma caixa gigante com o jogo, um manual, bonequinhos e uma espécie de PSP de 14 polegadas. Corta para eu jogando Heavy Rain na parada de ônibus, na chuva, com meu pai do lado. O cenário à minha frente se confundia com o virtual, em uma espécie de tela de realidade aumentada, e depois de alguns momentos de jogo meu pai olha pro PSP gigante, olha pra mim e diz “bah, então os jogos já tão assim é?”. Corta pra sala de estar de um apartamento que eu não sei de quem é, chovendo do lado de fora, e alguém me fala que roubaram minha caixa. Aí eu acordo.

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LEGO Indiana Jones, Barbie Godfather e os jogos de plástico

11 janeiro 2010

Houve uma época, mais ou menos quando abandonamos o NC, em que eu estive em uma espécie de limbo dos games. O Gamecube já tinha dado tudo o que tinha que dar e o computador ainda era novo o suficiente pra eu não comprar um outro, mas velho o bastante pra não rodar nenhum jogo recente. Durante essa época, tentei aproveitar pra jogar alguns clássicos enquanto o pessoal se esbaldava com Crysis, Gears of Wars e aquele Xbox 360 Awesome Ping Pong. Eu tinha acabado de ganhar um DS, mas convenhamos que Super Princess Peach e Ace Attorney não representam o “estado da arte” dos videogames.

Na metade de 2009 comprei uma placa de vídeo melhor, dotada do infame pixel shader 3.0, o que me permitiu tirar o atraso de Mirror’s Edge, Bioshock, Assassin’s Creed e GTA IV, entre outros. O fato é que fui direto no que eu considerava ser a nata da geração, porque o tempo já anda escasso e eu não pretendia gastá-lo em qualquer lançamento mais ou menos. Dessa forma, acredito ter passado em branco pelos “jogos de plástico” que dominaram principalmente o começo da atual geração.

Leia moar!


The Stadler Strikes Back – Com um post de rapidinhas

26 janeiro 2008

Olá, negada. Sentiram falta do tio Gui? Não respondam.

Então, eu tava meio, hã… afk? Asflkaskfhsu ó, marquei mesmo, fiquei longe do blog, deixei-o às moscas (uma varejeira cheia de cachinhos e com nove graus de miopia), mas eu tava sem inspiração. Fiz uma ou outra resenha por aí, mas nada importante e que mereça atenção aqui.

”Então por que o hotlink ali na frase?”
Vai se foder. Aslkfsafsafhufas

Comecemos então o trabalho, né! Tanta coisa aconteceu nesse MUNDINHO GAMER da vida, e eu aqui vagabundeando. Veja se pode.

Primeira coisa: Lipedal foi “Brachbiduzido”?

Poisé, vejam só. Foi só ficar um tempo sem aparar as asinhas do Pedal que ele já arrasta elas pra outro blog aí. Mas pelo menos foi pra um blog bom, né. Me pergunto o que eu faria se ele tivesse ido pra uma bostinha tipo Kotaku. AFslksfahsfuhuf menos menos, eu sei, o Continue é excelente, mas o Kotaku é FODA. Fiquei sabendo que, na terra de Fabio Bracht, o trabalho é puxado.

“Menos notícias da Nintendo, seu míope!”
”Aiai, outro post de humor? Cadê conteúdo? =/”
”Sem cafeína. Rápido.”

Mas quem escolheu foi ele, então que se divirta sflksfakasfhu tá, tá. Eu assumo. Ciuminho.

Mas é assim que tem que ser. Blog não falta nessa BLOGOSFERA, mas blog de qualidade já é outra história, e é excelente ver três caras com excepcional dom pra escrever juntos numa empreitada que tá dando certo.

Mas as resenhas continuam aqui. Aslksafhasfhu =D


Segunda coisa: Fallout 3

Cês viram? =O

Fallout! Eu nunca joguei essa birosca, nem o um e tampouco o dois, e só não jogo por que tenho outras prioridades (e por que o BrTurbo acho que tá com Traffic Shapping, não passa de 17kbps os torrents aqui =( ou é só comigo?), mas eu sei que o jogo é FODA. Não é qualquer jogo que atinge 90% no GameRankings. Adicionem, então, à essa fodelância toda, o esquema de Oblivion. Isso, um RPG em primeira-pessoa. Ou um FPS com elementos de RPG? Tanto faz, na verdade. O que importa é que Oblivion é excelente, e tão dizendo que Fallout vai ser “um Oblivion com armas de fogo”.Tem gente dizendo que vai ser uma merda, que vai foder o estilo de jogo, que deveriam continuar como sempre foi. Mas eu não entendo como existem pessoas que OUSAM dizer que uma renovação com armas de fogo + cenário pós-apocalíptico + estilo Oblivion de ser vai ser ruim. Não tem como.

O único probleminha é que o game vai ser pra PC e Xbox 360 e PlayStation 3.
O jogo mais atual que meu PC roda é Need for Speed Underground, o mais próximo que eu cheguei de um PS3 foi na vitrine e meus amigos que tem Xbox 360 moram a 11 quilômetros daqui de casa e não vão comprar Fallout, pois eles estão ocupados jogando Winning Eleven.

No PC, por que o deles roda bastante coisa. Aaslkfaslhsuaf pobre Gui.

Mas eu vou jogar essa birosca, nem que tenha que gastar todo o troco da padoca em locadora pra jogar. Vou sim. VOU.

E só pra vocês verem COMO vai ser bom, ó uma fotinha:

Fallout 3

Só o que falta é uma paleta de cores mais profunda, né.


Terceira coisa: Star Wars – The Force Unleashed

Opa, birosquinha mais recente. Saíram três imagens do novo e polêmico Star Wars de Wii, PC, DS, PS3, Xbox360, PC, N-Gage (sério), Neo-Geo, WonderSwam, Mobile e DreamCast.
Êi-las, imagens que disseram ser da versão de Wii:

Olha, eu vou ser sincero: Tá bonitinho, mas poderia sem bem melhor. Um jogo de Star Wars MERECE algo melhor. Mas eu tenho certeza que, pelo menos no Wii, uma das últimas coisas às quais iremos direcionar nossa preciosa atenção são os gráficos.

Por quê? Por que:

* Balance o Wiimote para atacar com o sabre de luz (a direção importa, mas não é movimento 1:1);
* Controles baseados nos movimentos para ataques com a Força;
* Empurre o Nunchuk para frente enquanto segura o gatilho para executar o “Force Push”.

Agora tell me: COMO DIABOS ISSO PODE SER RUIM? Tá certo que os movimentos com a lightsaber não vão ser perfeitamente executados. Mas é uma lightsaber. Zuóón. E no Zelda Twilight Princess era assim e ninguém reclamou.

E também tem a força. Como nosso amigo cad comentou no FHBDon, a força parece que vai ser usada e abusada nesse jogo. E usando os movimentos do Nunchuck. Vai ser do caralho, simples assim. Outro jogo que eu quero MUITO jogar. Muito mesmo.

O problema é que, pelo que eu tou vendo, eles tão dando mais atenção pras versões de PS3 e 360. Foda isso, o Wii tá ficando em segundo plano, na minha concepção. E isso discutiremos num próximo post, hein.

Bom, data de lançamento parece que vai ser esse ano mesmo. No segundo semestre. Aguardando ansionamente. Zuómmmmm.


Quarta coisa: Comprei R4 haha bitches monopólio DS aqui, hein.

Issaí, finalmente comprei o R4 e fiz meu DS evoluir de despertador pra console =DNão tenho muito a acrescentar, à não ser o grande pesar que eu sinto por não poder comprar as birosquinhas originais e ajudar as empresas e tal. Pesar tão grande que já foi redimido com meia horinha de Picross aslkafsklsfahusas!Do caralho mesmo, esse R4. Recomendo a todos que, como eu, acham absurdos os preços do Brasil e tal. Impossível fazer as coisas legalmente quando um jogo custa meio salário mínimo.E sim, povoaremos esse blog com resenhas de DS. Mas nããão, não só resenhas de jogos famosos como o excelente Mario e Sonic que saiu ontem (Eu achei excelente, pô. =|), mas também resenhas de outros jogos. Eu, pelo menos, vou resenhar undergroundices boas e que ninguém jogou, como TAIKO NO TATSUJIN. Isso aí. O Pedal tá faz tempo programando uma resenha de Draglade aí. Enfim, quando der vontade de falar de DS, eu vou falar! Belesminha?

É bom estar de volta, hein. =D

Abração pra todo mundo. =*

E ah, só pra constar, viajo segunda e só volto lá pelo dia 6, então ficarei um tempo sem posts aí de novo…mas eu volto =)


Já volto, feliz ano novo!

28 dezembro 2007

É isso aí. Nesse exato momento estou arrumando as malas com meus pés, enquanto digito essas despedidas e votos de ano novo. Amanhã viajo, então passo alguns dias na casa dos meus avós e presto vestibular no começo de janeiro. Até voltar, espero ter acabado pelo menos Twilight Princess.

Enquanto isso, divirtam-se nos comentários. Termino 2007 com uma pergunta/enquete: o que vocês querem ver no NC em 2008? Estou zerando jogos de DS adoidado agora, tive vontade de resenhar Super Princess Peach, Phoenix Wright: Ace Attorney, Draglade e mais alguns, mas não sei se é isso que vocês querem. Não faço idéia de quantos leitores do NC possuem um DS, então prefiro dar a palavra a vocês. E então? Vale sugestão de temas, jogos, mudanças, comida, qualquer coisa. Espero ver pelo menos uns 100 comentários quando voltar.

Então é isso, até o ano que vem!


Joguei o PS3…(E Primeiro Contato de Folklore)

16 setembro 2007

…e não é que é bom?

Pois é, joguei esses dias, depois do almoço, lá na loja Only Games, aqui de Curitiba. 🙂

Vou ser sincero: fui pra jogar uma partida marota de Wii Tennis com um amigo, mas cheguei lá e o Wiimote tava sem bateria, então pedi pra jogar o que tava ligado, ou seja, a ovelha negra da nova geração. O game que tava ali ligado era Ninja Gaiden Sigma, a demo, só que todo mundo diz que os novos Ninja Gaiden mantiveram a dificuldade monstruosa dos antigos, então fui mudar. Apertei a bolinha do centro, aquela com o símbolo do PlayStation, e apareceu um menuzinho. Fuçando um pouco e com a ajuda do moço da loja, consegui chegar nos demos, e procurei um game qualquer, escolhi “Folklore”, jogueta de ação que ainda não lançou versão full. Deixemos o game de lado, já falo dele, antes falemos do console em si. Ele é grande. Mas naquelas, GRANDE. O Meu PS2 fica em baixo da base do PC, tem um vão entre a base do monitor e a mesa em si, o PS2 cabe certinho e sobra espaço o suficiente pra abrir bastante, o GameCube podia ficar ali também, mas ele é xodó e fica ao lado do monitor, agora o PS3…não cabe. Ele é MONSTRUOSAMENTE grande, pegue sua TV de 21 polegadas e corte ela ao meio, pronto, eis o tamanho de um PS3. Eu já tinha visto antes, mas nunca de perto, nunca tinha tocado e deixado a marca marota dos meus dedos sujos de molho e sal no plástico brilhante, e o console é surpreendentemente grande, mas é LINDO. O Wii é simples, clean, o 360 é estilosão, as luzes são bonitas (só são feias quando são vermelhas =/), mas o PS3 é FODA. Cês sabem como ele é, pretão, brilhante, e imponente, bastante imponente. Ele fica lá, com a luzinha verde discreta ligadinha, com os detalhes em prata, silencioso até (considere aqui que fora da loja tinha um shopping barulhento, mas mesmo assim dava pra ouvir bem na loja, um peidinho sacana era, provavelmente, uma péssima idéia), por fim, bem bonitão MESMO.

Não sei se esquentou na meia horinha que joguei, por que não toquei nele depois de ir embora, mas naquelas, não cheguei a tirar a blusa por causa do calor que tava. Aliás, aproveitando a deixa, acho uma puta frescura esse negócio de esquentar, é só saber cuidar. 360 é exceção, mas por enquanto :). Falemos do Joystick agora! O tal do “Sixaxis”. A primeira coisa que devo ressaltar sobre o controle é a leveza. O joystick é de fato MUITO leve. Mas LEVÍSSIMO, é até estranho jogar, você não sente aquele peso costumeiro do DualShock ou do JoyStick de GameCube, ainda mais eu que tou acostumado a jogar o DS pra lá e pra cá, tô bem acostumado a sentir um pesinho jogando, e o fato da leveza – apesar de ser um bom fator se formos considerar que o cara que comprar vai se acostumar – é um tanto desconfortável no início. O preço dessa leveza foi caro: a vibração no joystick. Sinceramente, rumble faz uma faltazinha sim, mas poxa…não é nem de perto a alma do game – é só um relevante. É como comprar um pacote de salgadinho e escolher um outro que vem com tazo, capisco? Eu sinceramente parabenizo a Sony por ter escolhido colocar o sensor – por mais porco que seja – do que ter comprometido o sensor ruim só pra por rumble. E eis o último ponto a falar do JoyStick: O sensor. Não dá pra negar que qualquer peão que leu sobre o PS3 na internet e nunca tinha jogado o console pensa que o sensor do PS3 é tão bom quanto Virtual Boy, mas não, o sensor é divertidinho. Talvez isso seja exclusividade do game que eu joguei, mas o sensor faz a sua parte, responde bem, não é tosco e mal-feito, enfim, cumpre a proposta do sensor do Sixaxis: ser apenas um diferencial nos games, e não o foco dos mesmo – coisa que, graças à Deus e a Miyamoto, acontece no Wii. Falando em Wii, o sensor é realmente MUITO pior que o do Wii, mas os motivos já foram citados acima. 🙂

Último quesito que acho que interessa do PS3: Gráficos. Ok, os Sonystas que me perdoem, os games são LINDOS, mas (pelo menos por hora) não é nada que o Xbox 360 não faça. Meu queixo caiu MUITO MAIS com o Gears of War do que com Folklore, tá certo que GoW é o carro-chefe do 360 e o Folklore é apenas um game relativamente aleatório, mas mesmo assim. Engana-se quem diz que é feio, porra, o game é espetacular. Eu ficava procurando texturinhas feias, serrilhados, achei nada! O personagem se move de maneira leve, parece um filminho de CG mesmo, e os efeitos são de impressionar, destaque pras explosões que rolam. Bonito mesmo, admito que em longa data gráficos mais elaborados poderão fazer falta pro Wii, até mesmo pro 360 se o PS3 cumprir o que prometeu, mas naquelas, jogos não são só gráficos. Ponto pro PS3, mas nada relevante 🙂

Pra concluir sobre o console, GOSTEI! PS3 subiu pra caramba no conceito, deu vontade de comprar se for pensar que o console terá Final Fantasy XIII e Metal Gear Solid, e até cogitarei sério a possibilidade daqui uns dois anos. Podem tacar quantas pedras quiserem, mas o PS3 é um excelente console!

Primeiro contatozinho do Folklore:

Plataforma: PlayStation 3
Lançamento: 12 de Outubro/2007
Não neguemos que a lista de jogos do PS3 é BEM escassa – e quase tudo de bom que tem pra ele, tem pra 360 também. Mas isso não é motivo de desânimo e tal, até porque só precisamos lembrar que logo o console terá Final Fantasy XIII e Metal Gear Solid 4 EXCLUSIVOS pra ele. Mas acontece que, aos poucos, bons games vão chegando. É aí que se encaixa Folklore.

Basicamente, o game é um jogo de ação. Tiros pra lá, golpes pra cá, e uma trama qualquer que faça você decidir controlar o personagem. Este, um homem, é A CARA do Otacon, de MGS, e com um sobretudo de couro marrom que vai até a metade das canelas, como todo bom pistoleiro. Acontece que o game é bom. Bom pra caramba! Apesar de ter jogado apenas a demo que tá disponível pra download na LIVE da Sony, deu pra sacar o qual é a do jogo. Como dito antes, o game é de ação. Mais precisamente falando é um Devil May Cry sem os combos. Tá claro que o objetivo do jogo não é fazer você pensar, resolver puzzles, ler atentamente o que tá escrito, é porradaria pura e simples. O personagem absorve umas almas, e usa elas para incrementar uns espíritos que andam com ele e atacam para protegê-lo – ou algo assim, que foi o que deu pra entender apertando X freneticamente pra pular as cutscenes. Graças a isso, temos uma variada quantia de golpes. Um canhão, tiros, golpes com espadas, mais tiros, e inimigos. Muitos inimigos. Eis o primeiro problema do game: os inimigos. Sabe quando sempre tem mais do mesmo? Então. É o que acontece aqui, sempre as MESMAS coisas. Uns robôs que atacam com lanças giratórias e tal. Mas enfim, eles morrerão de qualquer jeito. Outro problema é um que não atrapalha muito, e até já apareceu em Resident Evil 4 – a quase monocromática escolha de cores. É SÓ amarelo e marrom. Só. A demo praticamente INTEIRA. Espero que isso seja apenas uma das fases do game, se não o jogo poderá ser tranquilamente taxado de “Devil May Cry + Resident Evil 4″. E tenho dito. E quanto ao uso do sensor? Bom, nesse game funciona assim: Cada vez que tu mata um monstro, a alma dele fica pairando até você sugá-la – se não o fizer, o monstro revive. Como absorver? Simples, segura o R1 e puxe para trás o joystick, num solavanco rápido, para que o personagem puxe a alma do monstro para seu…”armazenador de almas”. Nos chefes funciona um pouco diferente: a alma parece estar presa com mais apego ao seu corpo, então você tem que ficar puxando o controle de um lado para outro até enxer a barra, fazendo aquele símbolo de infinito com o controle, o 8 deitado.

Até contar procês um fato interessante: Fui com dois amigos lá jogar, e um desses amigos tem fama de não ter NENHUMA vergonha. O cara anda na rua gritando – é italiano, daí já viu -, fala de putaria na frente de desconhecidos como se fosse normal, e pra agravar: acha que é amigo de todo mundo. Isso faz com que o cara seja altamente exagerado. Então tava eu, jogando na minha vez, quando chega um chefe, eu mato ele, e começo a puxar a alma. Acontece que eu não consigo à tempo, pois controlei os movimentos pra não ficar ridículo e o bixo voltou, me atirou ou sei lá o que caralhos fez, e eu morri. Daí, quase que involuntariamente, o amigo começa a gritar “DEIXA EU, EU AGORA, VAI PIÁ, DEIXA, OW, EU AGORA, DEIXA?”, claro que deixei né, vai que ele resolve comer minha orelha – ou algo pior, ESSES ITALIANOS -, e daí ele começou a se divertir. Primeiro que ele soltava um “HÃÃÃÔ de risadona satisfeita a cada monstro morto. Daí chegou o chefão.

Pooobre chefão.

O piá se transformou. Aquele gritalhão torto virou um cabra macho. Começou a atirar no chefe. Ia demorar pra matar até, então virei pra ver uma cutscene de Zelda que tava passando em outra TV. Nisso, ele mata o chefe e começa a sugar a alma do chefe. Do pobre chefe. O cara tava quase voando. Os movimentos que eu fazia só com os pulsos ele passou pros ombros, esticando o máximo que podia os braços, pros lados, e fazendo um oitão deitado gigante. O atendente ficou com cara de despespero, eu e o outro amigo fingimos que não conhecíamos (o que não adiantou, já que ele insistia em gritar “OLHA, OLHA COMO FAZ PIÁ, PRESTA ATENÇÃO!”. E claaaro que eu ia conseguir parar. Italiano.) o garoto, até que ele matou o monstro. A demo acabou, ele devolveu o controle e fomos embora. Ele atrás da gente falando do jogo a volta INTEIRA pro curso e nós ali, andando e ignorando na esperança que o molecão parasse. Há!

Resumindo: O game é excelente, talvez não seja digno no bolso de um brasileiro estudante sofredor, mas é bom. O PS3, esse sim merece um lugarzinho na sua estante, apesar de todo o hype ruim que ele tá sofrendo.

Mas por hora é só, minha gente. Não posso falar muito mais do game pois joguei pouquíssimo. Deixou aquele gosto de quero mais – e assim também fez o PS3. Espero sinceramente que o console vingue, com isso a gente só vai ganhar!

Abração pra todo mundo, galera. 🙂