Um desafio aos RPG makers

Creio que a maioria dos leitores ainda não teve o desprazer de apreciar minhas obras gamísticas ou minhas idéias infames. Temam, pois hora ou outra eu upo Less & Bicca pra vocês, e falo sobre uns projetos pós-faculdade-de-games. O ponto mais frustrante de se ter diarréia de idéias é não poder colocá-las em prática, e creio que não sou o único gamer que sofre com isso.

O segundo ponto mais frustrante é perceber que provavelmente fazer Ciência da Computação não vai ajudar muito em desenvolver os games, e que tudo pode ser um sonho infantil.

Mas o ponto legal é quando você tem uma idéia e percebe que ela pode ser perfeitamente colocada em prática por algum garoto de 12 anos que gosta de brincar no RPG Maker. Com essa idade eu fiz um negócio tipo Commandos nessa ferramenta bem limitada, então por que não seria possível fazer um RPG no estilo clássico, seguindo um enredo já meio pronto?

Aí o outro ponto frustrante é lembrar que você não tem tempo pra fazer um jogo, seja ele em RPG Maker ou não. A faculdade, a namorada, o trabalho e o MSN ocupam seus dias alternadamente.

E o ponto legal é lembrar que tem gente que tem tempo. Principalmente esses garotos de 12 anos que fazem jogos e jogos sobre uma vila, um rei, uma ilha, um dragão e uma princesa. E então você descobre sites como o Lost Garden e um sorriso se abre no seu rosto quando percebe que uma idéia doida não precisa ser executada por uma só pessoa.

Então façamos assim: se você tem tempo e RPG Maker, mas não tem uma idéia legal, aproveite que eu tô com um enredo coçando meus dedos mas não tenho nem tempo nem RPG Maker, e leia esse protótipo.

Introdução pseudo-técnica

O jogo, que chamaremos de Projeto Viagem no Tempo só pra não ter que ficar chamando de “o jogo” continuamente durante o texto, é um RPG comum sobre viagem no tempo. Não uma viagem muito integrada à jogabilidade, pois você não vai pra frente e pra trás como em Chrono Trigger ou Zelda Oracle of Ages. Você começa em uma era, vai para o passado e fica lá até o fim.

A estrutura segue um RPG normal, então não tem nada de ficar implementando mecânica de Commandos por tiles. Pegue as batalhas prontas do RPG Maker 2k3 ou XP, aquelas com lutas no estilo Final Fantasy, aparecendo os inimigos e os heróis de lado, mude os sprites dos monstros e pronto, temos o sistema de combate.

As batalhas acontecem todas num cenário medieval-fantástico, pra não ter problemas criando ciborgues do mal ou faraós-esfinge. Uma coisa importante pras reviravoltas da história: os inimigos só desmaiam, nunca morrem. Tipo Pokémon. Uma morte 2000 anos no passado pode causar sérios danos na linha do tempo.

As roupas podem ser o padrão de qualquer charset de RPG Maker, e os cenários também. O planeta não é a Terra, mas é algo bem parecido. Só que tem monstrinhos, magia e tal senão não seria um bom RPG. O jogo tem que ser legendado em português, por dois motivos: 1- é pra ser popular entre seus vizinhos brasileiros; 2- língua estrangeira é legal em frases de efeito, mas nada como a língua-mãe pra se expressar bem. Até rimou. Se fizer sucesso além do condomínio, a gente faz traduções.

O tempo

Existem muitas teorias pra viagem no tempo, e cada uma envolve muitos paradoxos. Um exemplo clássico é o do cara voltando no tempo pra matar o avô. Cada teoria resolve isso de maneira diferente, vou expôr as que eu lembro de maneira resumida:

– O cara volta no tempo e mata seu avô. Nesse momento, ele nunca terá nascido porque o avô não terá feito neném com a avó. Mas se ele nunca nasceu, ele não pode ter voltado pra matar o velho. Mas se ele não voltou pra matar, o velho teve um filho e o cara nasceu mais tarde. Só que se ele nasceu, ele voltou pra matar o avô… Essa teoria meio que invalida a viagem no tempo. Vejamos como seria se ela fosse levada em conta em jogos como Sands of Time: você toma uma paulada e volta o tempo pra esquivar. Mas se você esquiva, nunca terá tomado a paulada e não terá motivo pra ter voltado no tempo, então nunca terá voltado e nunca terá esquivado. Mas se não esquivar, vai tomar ferro e vai ter que voltar…

– Outra teoria é a da auto-manutenção da linha do tempo. Se não me engano acontece em um episódio de Futurama: o cara volta, mata o avô, acaba se apaixonando por uma moça e tem um filho com ela. Mais tarde ele descobre que a moça é sua avó, o filho é seu pai, e ele acaba nascendo de um jeito ou de outro. Algo assim. Em outros filmes e livros se vê coisa como um grande cientista morrer no passado, mas outra pessoa acabar descobrindo o que ele descobriu com suas pesquisas. A linha do tempo dá um jeito de se manter.

– A teoria da profecia auto-cumprida é uma das que eu mais gosto. Um exemplo modificado da Wikipedia: suponhamos que um prédio pega fogo feiosamente e muita gente morre. Alguém, como bom samaritano, resolve que vai voltar no tempo e impedir isso. Ele volta antes do incêndio e entra na construção pra impedir seja lá quem for começar o fogo. Na correria desesperada pra descobrir como a tragédia começa, o cara esbarra em uma lamparina e faz um tapete pegar fogo, fazendo a coisa se cumprir devido ao seu próprio acontecimento. Um exemplo meia-boca para o caso do avô: o cara volta no tempo e acha que mata o velho, só que na verdade ele só o deixa quase morto. No hospital, o avô se apaixona por uma enfermeira, aí mais tarde casa com ela e tem um filho. Essa enfermeira é a avó do assassino, e se não fosse por causa dele o casal nem teria se conhecido.

– E enfim a mais utilizada nos jogos e filmes pra evitar problemas: ignorar completamente os paradoxos e propôr diversas linhas do tempo. No momento em que alguém volta ao passado e mata o avô, o tempo é bifurcado e surge uma existência onde seu avô, pai e ele próprio não existem, embora na linha original todos ainda estejam vivos. Assim, pode-se voltar o quanto quiser no tempo e fazer o que quiser, pois um universo não prejudica o outro.

Acho que sem querer, meu enredo mexe com todas essas teorias.

A história

O protagonista vive no futuro, lá por 2500, e vive em uma organização que pesquisa a viagem temporal e tem um certo acesso a ela. Os pesquisadores fazem vezes de policiais do tempo quando preciso, caso haja alguma danificação na Linha e seja preciso consertá-la. Chamaremos o personagem principal de Alan durante esse texto, só porque começa com A e eu não sei dar nomes.

Você começa em uma sala futurista, com poltronas flutuantes e aquelas coisas legais. Um cara vestido de sargentão ou algo assim adentra o recinto e o manda sentar. Ele liga uns gráficos na parede e expõe a situação, que é resumidamente assim:

“O tempo é uma linha reta, representada aqui em vermelho. Os eventos nela nunca se alteram, e temos acesso a qualquer ponto do espaço-tempo se for preciso. O problema é que recentemente surgiu uma bifurcação na Linha. Agora temos esse V, onde a parte vermelha é nosso universo, onde eu e você conversamos agora, e a parte azul é uma sub-linha criada por meio de alguma alteração grave na história. O problema de se ter duas Linhas é que uma não tem acesso a outra… por enquanto. A tecnologia desse pessoal do tempo azul deve estar evoluindo de forma bem diferente da nossa, e nada impede que a qualquer momento eles descubram como interferir na nossa existência e comece uma guerra de civilizações pelo monopólio do tempo.

Nossos pesquisadores e matemáticos analisaram o momento exato da bifurcação (idade média), e descobriram que o único evento da época que poderia ser modificado a ponto de gerar esse ângulo de distanciamento entre nossa Linha e a nova é uma guerra. A Guerra do Nome a Ser Inventado (fica por conta do programador). Provavelmente alguém muito importante desenvolveu uma máquina do tempo de modo a corrigir uma batalha perdida ou um castelo tomado, o que mudou drasticamente o rumo da história. Sua missão é impedir essa viagem temporal de seja lá quem for, de modo a reestabelecer a boa e velha Linha única.

Uma coisa importante: não mate ninguém e nem se apegue às pessoas. Uma vida a mais, assim como uma morte, é sempre uma mudança drástica na Linha, por mais insignificante que pareça a curto prazo. Se precisar usar de violência, desmaie o alvo. Isso é de certa forma encoberto pela manutenção do tempo. Consiga o máximo de informação que conseguir para encontrar o criador da segunda Linha: para todos os efeitos você acordou em um porão, com vasos quebrados sobre você, e não lembra de nada. Pegue as roupas de época que desenvolvemos e entre no dispositivo. Em cinco minutos você estará no ano 11xx.”

Alan pega as roupas, entra na máquina e aparece em um porão em 11xx, sendo xx definido pelo programador após uma pesquisa na Wikipedia ou uma noite mal-dormida. Na saída da casa, uma garota esbarra em você e manda correr, pois ao que parece algo muito ruim está chegando e todos estão fugindo. Vocês chegam a um esconderijo improvisado e a garota te põe a par da situação, após a desculpa da amnésia: o nome dela é Barbara, porque começa com B e eu não sei dar nomes, e a correria toda é porque o exército de Zoroastro está invadindo a cidade, que se chama A porque eu sei menos ainda dar nome pra cidade. Meio que levado pelas circunstâncias, você descobre que o esconderijo é um campo de planejamento rebelde e se vê lutando contra as forças de Zoroastro, que começa com Z.

Os rebeldes não conseguem afugentar o exército e a cidade vira um campo de concentração do império. É, rebeldes e império, nada criativo. Papo vai, papo vem, alguém propõe que seja chamado Cesar, o cara que lidera os rebeldes de outra cidade. Barbara e outro cara, Diego, são convocados para essa missão. Chegando na outra cidade, B, vocês procuram por Cesar e o encontram. Ele diz que atacar com tudo não vai adiantar, porque os rebeldes são em menor número, mesmo com a recente derrota das forças de Zoroastro na cidade C. O negócio é alguém se esgueirar por A de modo a descobrir os próximos passos do império, para que a rebeldia vida loka possa preparar uma defesa felomenal.

Dessa vez o pessoal resolve contratar você, o novato com amnésia, pra se disfarçar de soldado e adentrar a cidade. Todo mundo pensa que Alan não tem nada a perder mesmo. E é então que, após uns momentos stealth por entre becos e casas, você descobre qual é o grande plano do império: desenvolver um portal do tempo nas remotas montanhas de D, que têm algum tipo de pedra mágica que permite isso. É claro que Alan não diz isso claramente pros companheiros. Sua versão é que o exército pretende invadir D e pronto.

Andança pra lá e pra cá, como em um bom RPG, com o grupo atual (Alan, Barbara e Cesar), e acontece do filho de Cesar, Edgar, ser seqüestrado. O rumo muda, e agora o alvo de Cesar é o castelo de Zoroastro, por mais que o grupo ache que isso vá ser infrutífero. No caminho vocês encontram Fabio, um mendigo misterioso que diz ter as manhas pra entrar na fortaleza. Alan, que já está se apaixonando por Barbara, deixa ela em uma vila por perto e o grupo muda para Alan, Cesar e Fabio. Juntos, os três conseguem chegar até as masmorras do castelo e encontram Edgar.

Mas uma surpresa os espera: o próprio Zoroastro entra na sala para torturar o garoto e se depara com os heróis. Começa uma batalha estilo chefão, porque Z não é pouca coisa. Caso ganhem, e aqui é importante lembrar que vocês nunca matam ninguém, o imperador cai no chão, meio quebrado, e Cesar avança para ele. Com o possível fim do império nas mãos, o homem ergue sua espada e se prepara para matar Zoroastro.

Reviravolta número 1 do jogo: Repentinamente, Alan derruba Cesar e o impede de acabar com o vilão. “Não devemos matar ninguém”, ele fala sem lembrar que aquilo é uma regra para ele, e ninguém mais deveria saber. Zoroastro sorri, estende a mão para o filho aprisionado de Cesar e o mata com uma magia fatal, “Avada Kedavra”-like. Drama, choro, alguns soldados imperiais aparecem e levam todos para a prisão, enquanto outros ficam cuidando de Z, que aparentemente ficou paraplégico. Cesar ficou pior que isso, mas psicologicamente.

Aqui entram algumas horas de encheção de lingüiça, resumidas em algumas palavras: o grupo foge da forca com uma ajudinha dos rebeldes e na confusão da fuga ninguém mais vê Cesar. Papo vai, papo vem, Alan se toca que um aleijamento súbito é um motivo a mais pra que o imperador precise de um portal do tempo. O amor de Alan e Barbara aumenta, mas é aquele tipo de amor impossível, porque trepar e gerar uma criança seria tão horrível para a linha do tempo quanto acabar com uma vida. Barbara chega a cogitar a possibilidade de largar esse negócio todo de rebeldia, fugir para algum lugar bem distante e fazer família alegremente, mas Alan recusa sem explicar o porquê. O pessoal afinal chega à cidade D, agora com pelo menos uns 5 personagens novos adicionados.

O pessoal fica sabendo que a tropa do imperador já chegou nas redondezas, mas que nem chegaram a invadir a cidade. Foram direto para as montanhas. Os rebeldes propõem esperar e fazer um ataque surpresa quando os imperiais estiverem voltando para se abrigar na vila, mas Alan sabe que aí vai ser tarde demais. Ele convence todo mundo a ir com ele e atacar dentro da montanha mesmo, pois seria algo completamente de surpresa.

O grupo vai subindo a montanha, mas como são muitos o melhor seria separar em grupos de três. Fica a critério do programador. O que importa é que os grandes generais de Zoroastro vão sendo derrotados um a um, até que é encontrada a sala do portal. Alan deixa todo o resto do grupo em uma espécie de ante-sala com save point e uns dispositivos estranhos nas paredes, porque ninguém pode descobrir qual é o verdadeiro motivo de se ir até lá. Conforme ele vai entrando, é possível escutar (ler):

“Finalmente vou poder fazer isso. Voltarei no tempo e consertarei a maior besteira de minha vida, blá blá.”

Reviravolta número 2 do jogo: Você dá uns passos pra frente e vê o imperador Zoroastro, mas não como esperava. Ele está mortinho no chão. Mais uns passos e você enxerga Cesar, em pé em frente ao portal. Ele se vira e explica que vai voltar no tempo e matar Alan antes que ele possa impedí-lo de dar o golpe final em Z, naquele momento das masmorras. “Uma vida a mais é sempre uma mudança drástica no tempo”, vem à cabeça quando você percebe que o acontecimento original era a morte do imperador, e não um viajante do tempo a impedindo. Nesse momento entra a profecia auto-cumprida: se Alan não tivesse sido enviado à Idade Média pra impedir a criação de uma nova linha, Cesar teria matado o imperador nas masmorras e tudo teria corrido como na Linha original, sem ninguém usar portal nenhum.

Aí fica claro seu próximo objetivo: impedir Cesar de entrar no portal para não bifurcar a linha do tempo. Começa a batalha final. Ao fim dela, há dois finais possíveis:

1- Você perde. Alan morre e as cenas finais mostram Cesar entrando no portal e saindo no momento exato de matar Zoroastro na masmorra. Ainda com sua espada erguida, ele espeta o coração de Alan e em seguida mata o imperador. Ele foge com seu filho, enquanto o mendigo Fabio é preso e vai para a forca. A cena final mostra Cesar e Edgar assistindo de uma colina a comemoração da vitória dos rebeldes na cidade de A, após a batalha final contra as forças imperiais desmanteladas (império sem imperador sux). O jogo acaba com uma animação da linha do tempo sendo bifurcada, um gifzinho simples.

2- Você vence. Cesar cai atordoado em frente ao protagonista. Esse fica esperando o comunicado final de seu chefe “do futuro” para avisar que não foi criada uma segunda Linha. Mas o comunicado final não vem. Com suas últimas forças, Cesar rasteja até um mecanismo perto do portal, murmura uma frase de efeito como “Todo mundo tem direito a uma segunda chance”, e aperta um botão. Simultaneamente, Cesar cai morto e ouve-se uma explosão na ante-sala.

Reviravolta número 3 do jogo: Andando um pouco para trás, Alan percebe o que foi a explosão. Cesar tinha ativado uma espécie de mecanismo de auto-destruição dos dispositivos que controlavam o portal. A sala está em cinzas e todos os seus amigos estão mortos. Barbara ainda levanta um braço como se pedisse por socorro, mas também cai morta. De um lado, o amor de sua vida e seus companheiros de aventuras todos sem vida, e de outro o portal do tempo. No canto da tela, uma mensagem do futuro aparece para parabenizá-lo pelo sucesso da missão. Agora há outros dois finais possíveis.

2.1- Você é um sem coração e ignora completamente o fato de que meio mundo morreu pra que uma única linha do tempo fosse mantida. Você segue as instruções dadas pelo chefe no canto da tela e fica em cima do save point, para ser mandado de volta para o futuro. O jogo acaba com uma cerimônia de premiação de Alan, em 2500, e os créditos sobem bonitinhos.

2.2- Se antes você tinha se dado conta que foi o causador indireto da criação de uma segunda linha do tempo, agora você percebe que na verdade foi o próprio criador. Você entra no portal do tempo e aparece no momento do confronto com Cesar. Dessa vez o chefe é mais difícil, pelo fator fodelança psicológica de Alan, após ver todos mortos e sabendo que está dando uma segunda chance ao cara. Se perder na batalha, acontece o final 1. Se vencer, acontece a mesma coisa que em 2, mas dessa vez o jogador precisa avançar para o adversário cambaleante e acabar com ele, antes que ele resolva ter uma terceira chance. Isso é completamente por conta do jogador: é ele que tem que perceber que o único jeito de acabar com tudo é fazendo o que Cesar teria feito no imperador lá nas masmorras.

O 2.2 é o melhor final, creio eu. Após acabar com a última ameaça, uma mensagem no canto mostra o chefe avisando que Alan falhou na missão, dizendo o quão importante era tudo aquilo e como ele pode ter ferrado com a própria humanidade. Alan joga seu fone de ouvido, ou o que for, no chão, e segue para a ante-sala avisar que está tudo acabado. Enquanto o pessoal segue para a saída das montanhas, ele mesmo ativa a auto-destruição do portal, para impedir problemas futuros. A cena final mostra de dentro da cidade a comemoração por causa da vitória da última batalha contra o exército imperial. Como no outro final, essa batalha não é mostrada, só fica implícito que sem imperador a coisa foi moleza pros rebeldes. Alan e Barbara se beijam enquanto todos os personagens rebeldes do jogo vão aparecendo e parabenizando o pessoal.

No final dava pra rolar os créditos em forma de linha do tempo bifurcada. Quando conseguir faço um gif aqui. Ou então a mesma imagem do final 1, só pra lembrar que tá tudo muito lindo mas você falhou na missão. Não que isso importe.

Considerações finais

E aí, alguém se anima a tirar a poeira do RPG Maker, dar um New Project e colocar isso aqui em jogo? Se sim, só quero o nome lá em “roteiro”, nos créditos. Ver uma idéia doente transformada em um bom jogo seria alegria suficiente pra qualquer aspirante a desenvolvedor.

Eu ia enumerar as falhas do enredo aqui e as possíveis soluções para quem fosse fazê-lo, mas caso alguém perceba os problemas vai falando que tentamos corrigir juntos nos comentários. Tenho aula agorinha, já tô atrasado. Amanhã quem sabe sai o gif da linha do tempo pra ilustrar melhor a situação.

Se ficou muito confuso, avisem, que quando der eu coloco um resumão aqui. Na verdade a idéia inicial era o resumão, mas fui desenvolvendo a história aqui no post pra dar uma boa base pra quem estiver pensando em fazer o game.

Brigado pela tensão, abrasso.

19 respostas para Um desafio aos RPG makers

  1. Gui Stadler disse:

    Eu acho que você tá se aproveitando dos meus esforços pra aprender química que tomam todo meu tempo pra tomar o blog todo pra você.

    Maldito. =(

  2. Cephiro disse:

    Porra, e eu achei que tu tinha uma porrada de trabalho pra fazer…..
    Teve tempo aidna de escrever tudo isso… =P

    Maldito. =(

  3. Gui Stadler disse:

    Pois é, quem me dera ter tempo também…
    e olha que não sou nem maior de idade pra não ter tempo pra nada e ter que trampar…

    Maldito. =(

  4. Guelerme disse:

    Eu acho que eu precisava de mais tempo pra escrever roteiros e tal. A idéia tá bem afudê, mas não se encontra o “trabalho braçal” pra isso…

    Malditos. =-(

  5. Lord Zero disse:

    Agora você me deu vontade de trabalhar no RPG Maker, maldito. Hahahah
    Mas eu tive algumas idéias minhas, mas mesmo assim mais ou menos a ver com seu roteiro.
    Só preciso achar gráficos futuristas. (Y)

  6. TigerTjäder disse:

    “[…] para a linha do tempo quando acabar com uma vida.”
    Não seria “quanto”?
    “[…] e os créditos sobrem bonitinhos.”
    Você quiz dizer “sobem”?

  7. Nightshadew disse:

    Gostei, mas não acha que bagunçou ao juntar várias teorias totalmente diferentes?

  8. Vinicius disse:

    “Lí” e não gostei.

  9. Lipedal disse:

    Você quiz dizer “sobem”?
    Rodrigo, corrigido.
    Você quis dizer “quis”?

    Night, admito que ficou meio bagunçado. Mas a idéia do começo era usar só a teoria da predestinação: o cara volta no tempo pra impedir alguma coisa e aquilo acaba acontecendo. Minha outra idéia inicial, depois descartada (ou não?), era uma batalha final do jogador contra ele próprio, comandando dois personagens (no caso Alan e Cesar), e você escolhia o final.

    Então eu decidi que a grande escolha do predestinado seria ele mesmo voltar no tempo devido à morte de alguém querido, sendo que ele foi mandado pra impedir alguém de usar o tal portal. A questão agora era: por que diabos ele tinha que impedir o pessoal de ficar viajando pelas épocas? Aí a solução que eu encontrei foi inventar um problema decorrente do negócio das múltiplas linhas.

    No fim das contas entrou só a profecia auto-cumprida e as múltiplas linhas. A auto-manutenção é só uma desculpa esfarrapada pra você poder arrebentar inimigos sem modificar o fluxo do tempo.

  10. TigerTjäder disse:

    “Você quis dizer ‘quis’?”
    Quiz.

  11. feroz disse:

    Meu, que coisa de loco

  12. Putz achei animal a história… Mas acho que se você transformar esse jogo em um série como “Zelda” fica ainda melhor

  13. Lipedal disse:

    Série? Calma, guri! Ninguém se animou a fazer o jogo ainda e você já tá pensando em série😛

    Como funcionaria? Essa mesma história aí dividida em um monte de games? Não sei se ia prestar, porque os momentos legais iam ficar exclusivos de um ou outro jogo da série. Dá tranqüilamente pra fazer tudo em um só. E se o primeiro tivesse essa história do post e depois tivesse umas continuações, também não ia ser muito feliz ficar inventando mais paradoxo e bagunça temporal pra colocar em mais jogos.

    Não, não. Série não.

  14. Fabio Bracht disse:

    Cara… eu me asssto contigo. =)

  15. Knall Dreheit disse:

    Muito boa essa história. E se você tiver sorte e estudar que nem um condenado, você pode se tornar um cara estilo Shigeru, que só escreve histórias e diz: “Vô dá uma volta, faz a programação e os designs dos personagens tá bom?”. E quem sabe, o priminho aqui ganha uma parte da bufunfa?

  16. SilverSnake disse:

    NAO LI E NAO OBGD.

  17. Magil das sombras disse:

    É uma ótima história.
    Maldito. =(

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