Um conto sobre areia…

As pessoas costumam pensar que o tempo é como um rio, que flui velozmente em uma única direção. Mas eu vi a cara do tempo, e posso lhe dizer: elas estão erradas. O tempo é um mar em uma tempestade. Você pode se perguntar quem realmente sou e por que digo isso. Venha, e vou lhe contar uma história como você nunca ouviu antes…

Era uma vez um homem com uma boa idéia. Ele resolveu colocar sua boa idéia em um jogo, e o jogo tornou-se famoso. A produtora do jogo, Brøderbund Software, resolveu tornar-se rica, e desenvolveu uma continuação de sucesso, melhor ainda que o original. Tudo ia bem, até que uma divisão dessa produtora, a Red Orb Entertainment, resolveu tornar-se famosa trazendo o jogo para o ascendente mundo tridimensional. E então veio a ruína. Os céus caíram e o mundo pensou por alguns anos que tinha perdido para sempre uma de suas franquias mais promissoras.

Mas essa história não é sobre o homem, nem sobre a Brøderbund ou sobre a Red Orb. Nem sobre a desgraça que foi a incursão à terceira dimensão. Essa história é sobre como uma produtora francesa descobriu as areias do tempo e conseguiu voltar no tempo para reparar os erros passados da série, fazendo o mundo esquecer Prince of Persia 3D e lembrar-se para sempre de…

Prince of Persia: The Sands of Time
Plataformas: GC, PS2, Xbox e PC
Data de lançamento: Novembro de 2003
Produtora: Ubisoft
Desenvolvedora: Ubisoft Montreal

Eleito Jogo do Ano pela Electronic Gaming Monthly, Sands of Time nos apresenta, por meio de um bela narração estilo Mil e Uma Noites, a um jovem príncipe, inexperiente e cabaço, que deve usar os poderes do tempo para consertar uma bobagem que acabou com o mundo conhecido por ele.

No caminho para o palácio de um amigo em Azad, o Rei Sharaman e seu exército invadem a cidade do marajá da Índia, vulgo Marajá, e dizimam a população. Um vizir traidor, vulgo Vizir, conta ao Rei e ao Príncipe da Pérsia onde eles poderiam encontrar o maior tesouro do Marajá: as Areias do Tempo. Após a pilhagem, os persas levam para Azad um saque poderoso: a Adaga do Tempo, a Ampulheta do Tempo e Farah, a princesa da Índia ou algo assim. Chegando ao destino, o Rei Sharaman presenteia seu amigo com a ampulheta e os prisioneiros, e dá ao filho a adaga como lembrança de sua primeira batalha. O Vizir, que queria a arma pra ele por motivos obscuros que serão revelados na inauguração da seção Spoiler, não gosta nada disso e faz o Príncipe cometer a maior cagada que o tempo já viu: enfiar a faca na ampulheta, libertando assim as areias e transformando geral em pó. Agora, com a ajuda de Farah, o Príncipe deve coletar toda e qualquer areia que vir pela frente em uma tentativa de consertar a burrada.

“Tudo o que Enter the Matrix queria ter sido mas não foi”, anunciou a EGM Brasil na época. Como Neo e sua turma, o Príncipe sabe correr pelas paredes, saltar por cima dos inimigos, correr pelas paredes e saltar por cima dos inimigos, escapar de armadilhas mortais, além de muitas outras habilidades acrobáticas. No entanto, ao contrário de EtM, em SoT não há pernas atravessando a parede e essas coisas. Terminei o jogo no PC e no GC, e não vi nenhum bug ou glitch durante o decorrer do mesmo. Nenhuma colisão retardada, nenhuma falta de som, nada, joguei dois games impecáveis, e acredito que os de Xbox e PS2 mantenham a qualidade.

Explorando um pouco a parte técnica, joguei Sands uma vez no começo de 2004 e outra mês passado. Antes de começar a jogar nas férias, esperava me deparar com um jogo já feinho e ultrapassado, mas me enganei. Por incrível que pareça, Sands of Time permanece lindo. Com personagens bem desenhados e paisagens paradisíacas, impressiona ainda em 2007. Os cenários são todos baseados na arquitetura árabe daquela época que você conhece tão bem do Alladin da Disney: um palácio com jardins exóticos, salas gigantes, bibliotecas descomunais e prisões medonhas. Mas não é aquela coisa piscante, cheia de fadinhas coloridas e gênios mágicos largando purpurina pelo céu. SoT é bonito, não fresco. Apesar de que sempre tem um fã doente de Warrior Within, vocalista de alguma banda obscura de Supreme Black Death Metal e adorador ferrenho do diabo, que vai dizer que “o primeiro é muito pra criança, tá ligado?”

Vale dar um destaque especial ao modelo do Príncipe. Ao contrário de Warrior Within, onde você chega à ilha com uma armadura e sai dela com a mesma, os trajes em Sands of Time passam gradualmente de uma portentosa roupa militar de filho de rei a farrapos da mesma, o que ajuda na construção e evolução do personagem.

O som é uma maravilha à parte. Pra começar, a trilha sonora é ótima: de músicas arabescas no melhor estilo Dança do Ventre, com direito a odalisca cantando e aquilo tudo, a uns rockzinhos mais pesados nos momentos mais fortes da aventura. A música dos créditos é do caralho, talvez por ser dos créditos, talvez por ser do caralho. Em homenagem ao compositor, Stuart Chatwood, até baixei a OST depois dessa última zerada. É, baixei, ou alguém espera encontrar um disco desses no Brasil, em pleno interior do Rio Grande do Sul?

Mas nem só de música se faz um som que preste, como Sands of Time mostra e Warrior Within ignora. Vou dar mais detalhes na respectiva resenha, mas só pra acharem que não é pura birra minha com o segundo jogo, vai um exemplo: você começa a história com um pedaço de pau porque perdeu a espada. O problema é que a porcaria da espada de madeira faz um barulhão de metal ao ser desembainhada ou brandida no ar, bem “tshink”. Não se prestaram nem pra gravar UM mísero som a mais, nem que fosse um soco na escrivaninha do programador, qualquer coisa que simulasse um baque surdo ao invés de aço!

Mas falemos de SoT. O jogo inteiro é narrado como se fosse uma história de um livro, como mostra aquela frase de introdução, na voz do Príncipe. Sempre que você salva ouve “I’ll start the story from here next time”, e sempre que morre uma voz confusa corrige: “No, no, no, that didn’t happen”. Mas nem só de narração em terceira pessoa vive o homem. O Príncipe cumpre bem seu papel de jovem confuso colocado à força pra batalhar, no melhor estilo monólogo interno de Homem-Aranha. Em alguns momentos mais calmos da aventura você vai ouvindo a história sendo contada, enquanto em outros você escuta os pensamentos do protagonista a respeito do que é certo ou errado, do que deve fazer da vida e de onde vai almoçar hoje. A narração e conversa interna são interrompidas de vez em quando por Farah, que cumpre um ótimo papel como garota levemente indefesa que tem um arco-e-flecha e que ajuda nos puzzles. As vozes fazem um bom trabalho aqui também, sendo que a garota é mais sagaz que o Príncipe e geralmente é ela que te diz o que você deve fazer pra abrir uma porta tal pra você ou pra ela. Claro que, para aproveitar o som ao máximo, é preciso entender alguma coisa de inglês. Da primeira vez que joguei não saquei muito do enredo, agora já foi melhorzinho. Mas nada essencial pra acabar o jogo. Só não tire o volume, por favor.

A presença de Farah ajuda bastante na fluidez de SoT. O jogo é completamente linear, o que significa que no máximo você perde algum life upgrade ou se perde nos puzzles, nunca por cenário mal bolado ou objetivo mal definido (War*cof*riorWi*cof*thin). E a menina é algo que quebra a rotina puzzlesozinho-batalhasozinho.

Um ponto interessante: você nunca vai bater em alguém enquanto escapa de armadilhas e nunca vai escapar de armadilhas enquanto bate em alguém, a não ser bichos que existem pra ser chatos, tipo morcegos ou aves. Fora eles, há uma divisão clara entre momentos acrobáticos e momentos de briga. Os designers de ambientes fizeram um ótimo trabalho em transformar quartos de sultões em vastas sequências de situações que exigem a agilidade do Príncipe e a astúcia do jogador, e às vezes enquanto desce do quadragésimo ao primeiro andar de uma sala dessas você já vê os carniceiros feitos de areia te esperando lá embaixo. Mas só quando chegar lá a briga começa, deixando de lado a “batalha contra o cenário” e focando em acabar com os bichos que vão aparecendo, derrubando-os e então sugando a areia deles com a adaga.

Outra coisa diferente de Sands of Time: a saúde e as areias do tempo são divisões equivalentes para as batalhas e os puzzles de ambiente. Seriam dois tipos de vida. Na peleja o que sustenta você é a barra de health, podendo usar os poderes do tempo pra evitar uma perda considerável de sangue. Já na correria o importante é ter areia suficiente pra evitar os “opa merda, aquilo ali na frente é um buraaa…”, mesmo que um pouquinho de vida ajude na hora de tomar aquele espinhaço na bunda e não querer torrar um sand tank nisso.

Como os desafios do cenário são o trunfo desse jogo, não havendo tanta ênfase na batalha, é dada uma grande importância à areia. SoT é o jogo da trilogia com mais criatividade nos poderes temporais: voltar até 10 segundos pra desfazer cagadas, fazer o tempo correr mais devagar para as criaturas de areia, congelar um inimigo para fazê-lo voltar ao pó, fazer o tempo parar para todos os adversários enquanto você os faz voltar ao pó na velocidade da luz, e prever o futuro. Esse é o único não presente nos outros jogos, e é mais um elemento do enredo do que um poder para ser usado a qualquer hora. É outra das coisas que ajudam a manter o interesse do jogador pelo game, sendo que a cada save você tem uma visão do que te espera nos próximos momentos, inclusive pequenos spoilers que ajudam a atiçar o Príncipe. Outra coisa que me marcou é que o efeito de rebobinação de Sands é o melhor da trilogia, com todo um sonzinho de voltar, o que quer que isso seja, e a animação reversa do que tu acabou de fazer com uma certa distorção gráfica espaço-temporal, o que quer que isso seja. Mexer com tempo é complexo. Não tem a mesma emoção em Warrior Within e é meio bugado em The Two Thrones. O primeiro rewind a gente nunca esquece.

A jogabilidade em si é a mais fluida que eu já tinha visto até 2004. Se eu tinha me apaixonado pela liberdade de movimento de Enter the Matrix, jogar Sands of Time foi um colírio pros meus dedos. E isso no computador, notem vocês. O Príncipe é controlado pelas WASD, com rewind no R (de rewind), ataque da adaga no E, pula no espaço, algo assim, enquanto no mouse você controla a câmera, ataca com o esquerdo e usa as habilidades especiais do garoto no esquerdo. Isso funcionou bem no primeiro jogo, ao contrário da maioria dos games de consoles que vão para o PC. A coisa ficou feia a partir de Warrior Within, porque aí temos duas espadas independentes a serem controladas com total liberdade, o que fica uma merda no teclado. Como a adaga do primeiro jogo é só um main-gauche pra servir de muleta pra arma principal, o que na jogabilidade se traduz em “botão E congela”, fica tudo ótimo.

Mas é no videogame que comandar o Príncipe fica delicioso. Uma alavanca controla, a outra mexe a visão, rewind no L (de lewind), adaga no Y, por aí vai… Coisa lindideus, creia-me.

E a câmera, ah, a câmera. Há três modos de visão: a comum, uma vista-ambiente fixa tipo God of War e uma em primeira pessoa. Essa é pra momentos de desespero, enquanto a ambiente é pra momentos de simplesmente deixar o Príncipe pendurado em algum poste enquanto você baba olhando o cenário. Já no modo comum, em terceira pessoa, raramente você vai ficar perdido por causa de câmera trancada em objetos do cenário, o que acontece com freqüência estonteante em Warrior Within e simplesmente não acontece em The Two Thrones. Sério, a de T2T é a melhor que já vi nos jogos, chega a ser impressionante como conseguiram fazer aquilo.

Mas diabos, esse post é sobre Sands of Time. Sobre o quão delicioso o jogo fica a partir dos 69%, sobre quantas vezes perto do fim do jogo você vai parar e ficar olhando o cenário, sobre o quanto você vai aproveitar os créditos embalado por Time Only Knows e sobre o quanto eu pagaria 300 reais nele se tivesse 300 reais e essa fosse a única forma de conseguí-lo. É daqueles que você pega pirata, leva pra cama e depois compra original só pra emoldurar. É um game de fato curto, é possível acabar ele em dois dias se você for um tarado que cria teias na frente do console. Antes curto do que passar as 20 horas de Warrior Within andando que nem mosca tonta pelo cenário, afinal cada 5% de Sands tem algum momento marcante ou apresenta uma evolução interessante no enredo, seja uma espada nova, um poder novo, um encontro com Farah, uma visão interessante ou um pedaço de roupa a menos, tipo em strip poker.

Um defeito do jogo é ser bem fácil e infelizmente não oferecer escolha de dificuldade, erro consertado em Warrior Within e The Two Thrones. Digamos que é uma “facilidade gostosa”, vai. Poder reverter bobagens ao invés de dar retry e voltar 500km atrás contribui com isso dos dois lados da moeda. De qualquer forma, SoT tem momentos bastante desafiadores e salas-puzzle interessantes de se resolver sozinho ou com Farah. Você vai entender o que eu tô dizendo quando tiver que correr por um cenário desabando e torrar as areias voltando movimentos em falso.

Quanto a replay, é o seguinte: após acabar você vê os créditos até o fim, só pra ler as dezenas de Jean-Jacques, Jean-Louis, Jean-Marie e Jean-Pierre e pensar “porra, esses franceses são foda”. Depois disso, você tem algumas opções:

– No PC, GC, PS2 e versão PAL do jogo pra Xbox você pode jogar o Prince of Persia original caso o destrave numa sala secreta lá.

– No GC você pode ver alguns dos vídeos, making ofs, ilustrações, essas coisas.

– Na versão NTSC de Xbox é Prince of Persia 2: The Shadow and the Flame na veia, juntamente com todos os making ofs.

Outras diferenças relevantes ou nem tanto: no GameCube dá pra conectar um GBA e recuperar a vida do Príncipe, bem wtf mesmo. Os gráficos de Xbox são os melhores, os de GC são os bons e os de PS2 não são tão detalhados. Os de PC sabe como é… sempre diz que são os mais arrombadores, mas tudo depende de qual PC você tem. Achei os gráficos de GC melhores que os do meu computador da época, mas um atual roda SoT no máximo tranqüilamente, então vai fundo. De qualquer modo, pelo conjunto gráficos + jogabilidade, eu pegaria o de Xbox ou de GC caso fosse jogar pela terceira vez. O que eu pretendo fazer daqui a uns dois anos, pra de novo sentir a nostalgia da primeira zerada e de novo ficar quente e começar a chacoalhar nos momentos finais do jogo.

A avaliação final não podia ser outra: Must play uma vez agora e outra daqui a uns anos, pra somar nostalgia à magnificência do jogo. Uma história sensacional e uma ótima experiência joguística. Pode ser jogado antes dos outros ou então sozinho, pois a história independe das continuações. Não, não tem “enredo digno de filme”. Acho que só um jogo conseguiria passar de verdade a sensação de se manipular o tempo pra evitar bobagens.

E só uma seqüência poderia transmitir de uma forma tosca as conseqüências de se manipular o tempo pra evitar bobagens.

(continua…)

44 respostas para Um conto sobre areia…

  1. Vinícius disse:

    No trecho abaixo vc mostra sua parcialidade:

    “Apesar de que sempre tem um fã doente de Warrior Within, vocalista de alguma banda obscura de Supreme Black Death Metal e adorador ferrenho do diabo, que vai dizer que “o primeiro é muito pra criança, tá ligado?”

    Se vc nao gosta de WW nao precisa ofender quem gosta ou vc gostaria que eu dissesse aqui q SoT é uma melda e WW é infinitas dark vezes melhor. dark é melhor. quem não acha, não é dark é emo.

  2. Vinícius disse:

    Primeirão e segundão!

  3. Bicho do Mato disse:

    Terceirão, logo atrás do vinicius.
    Demorou pra vc jogar esse jogo.
    O Vinicius têm razão acho que escolheu as palavras de forma equivocada no trecho citado por ele, e apesar de serem jogos de mesma franquia são jogos diferentes e nem merecem ser comparados.
    Deveria lançar o spoiler no texto na cor branca, separar não me parece boa opção.
    Mas de qq forma parabéns pelo texto, e obrigado por relembrar bons games.

  4. Bicho do Mato disse:

    Agora, postenchelinguiçaproguinaochorar.

    Abraizzzzz.

  5. Vinicius disse:

    Gostei desse post Felipe, só para depois tu não ficar falando que eu só falo mal do teu blog.

  6. Gui Stadler disse:

    “Bicho do Mato Says:
    Maio 4th, 2007 at 10:46 am edit

    Agora, postenchelinguiçaproguinaochorar.

    Abraizzzzz.”

    Quoted for the Truth, tou procurando uma notícia random aqui.🙂

  7. feroz disse:

    Nossa, idolatrou o jogo

    Eu joguei o terceiro só e achei bem fraquinho

  8. cad disse:

    Ok, o jogo é bonito, mas exagerou em dizar que “Sands of Time permanece atual e lindo.”
    Bonito, pode até ser, mas atual nem de longe

  9. Lipedal disse:

    Pô cad, pior que eu achei bem atual. Só esqueci de acrescentar: atual pros meus padrões, já que eu só tenho GC em casa. Pra quem já acostumou com 360 provavelmente só vai ver um monte de polígonos quadrados se mexendo. Vou editar e deixar “permanece lindo”, pode ser?

    Vinícius, Bicho do Mato, não era pra se ofender. Foi só uma piada infame levemente sarcástica, porque vejo fãs de Warrior Within nos fóruns por aí dizerem que “Sands of Time é jogo de criança”, então fiz um contra-estereótipo dizendo que “Warrior Within é jogo de adorador do diabo”. Você não gostou tanto quanto eu não gosto quando falam que SoT é infantil. Não é infantil, só é bonito. Não é do diabo, só é dark. Simples assim.

    Mas dizer que dark é melhor não faz o menor sentido. Depende do gosto de cada um. Como o Bicho falou, WW não merece ser comparado com Sands. Se tratássemos cada jogo como um stand-alone, Warrior Within seria um bom game, com um bom clima dark e sistema de batalha legalzinho. MAS temos que levar em consideração que um é continuação direta no outro, na mesma trilogia, com o mesmo protagonista e tudo. A comparação é inevitável e necessária, e considerando isso Warrior Within passa de “bom jogo dark sanguinolento” pra “porra tiraram os jardins exuberantes”.

    Eu não tentei ser imparcial, eu realmente achei WW uma sacanagem das grandes. Assim como God Hand tomou um 3.0 na IGN e ganhou uma nota alta no Gamespot, a resenha reflete a opinião do resenhista. Não seria legal se eu só passeasse nos sites por aí e visse qual foi a média que deram pra WW, porque tem toda a questão comercial e tal, e eu teria que dar um “must play” pra ele. E não foi o que eu achei realmente do jogo, seria um “parecer falsificado”. Entendido?

    Feroz, se achou fraquinho na história, vale a pena jogar os outros dois pra entender. Se achou facinho, vale a pena jogar Warrior Within. Já se achou fraquinho no estilo de jogo, nem vale a pena jogar os outros dois, porque o esquema é o mesmo.

  10. Vinicius disse:

    “Você não gostou tanto quanto eu não gosto quando falam que SoT é infantil. ”

    Se vc não gosta pq vc faz o mesmo? Se a atitude de falar de forma pejorativa te incomoda, pq vc retribui com a mesma moeda?
    Preferia que o review fosse para comentar de forma técnica e objetiva apontando as semelhanças e diferenças em jogos, quando for pertinente, e neste caso de Sot e WW é, e deixar por conta da subjetividade de cada um decidir qual é mais do gosto. Senão ficaremos nessa eterna disse-isso-disse-aquilo-acho-isso-acho-aquilo…

  11. cad disse:

    Gostei do “Jogue Sot” hahahaha

  12. Bicho do Mato disse:

    Lipe, não fico ofendido, nem gosto da saga da versão maléfica do Aladim.
    Apenas quero dar um toque sobre a forma que você colocou, vi que ia provocar reações de debate.
    Gosto da forma que escreve etc…
    Acho que comparar Sands e Warrior é como o dia e a noite, um vem após o outro, se completam, tem seus adoradores, seus pontos fracos e fortes, são diferentes e ligados, o calor da noite é rastro do sol ao dia, a lua é uma assinatura que o sol ta por ai, etc…
    O review foi perfeito, que venha um mega spoiler com toda a história da saga de Aladim(qual é o nome do principe?).

  13. Muito boa a (esperada) análise!
    Digna de Finalboss, uahuahuah

    Concordo que PoP é uma experiencia propria de games e não de hollywood, por isso que é tão divertido jogar.
    abraços!

  14. Guelerme disse:

    Algo me diz que alguém aqui é adorador do diabo tr00 heavy metaller of HELL!🙄

    Ou isso ou tu vai ter que dar rewind pra entenderem piadas, acho que tu pulou na hora errada ou algo do tipo.

    Mas, belo review. Eu acho o WW legal, e é um jogo mais “porradão”, o SoT é cheio de puzzles e o T2T eu jogo como se fosse MGS, só que nem de longe é o melhor da saga. Ali é dark por ser dark, E TEM UMA MALDITA SIN DO DIABLO II:LOD! O.o’

    E morram, metaleiros :kinko:

  15. Nightshadew disse:

    Nunca joguei SoT e nem suas continuações, nem mesmo jogos que copiaram o estilo. Sinto que perdi algo bom😦

  16. Lipedal disse:

    Night, perdeu mesmo. Agora eu tô à procura de Tomb Raider Legend, que se tem estilo parecido deve ser muito bom.

    Qual que tem sin do Diablo II, Guelerme? O T2T? E o que é uma sin?

    Lucas, valeu *_*

    Bicho do Mato, o nome do Príncipe é Prince :B
    Assim, ele não tem nome. Apresentei minha teoria pra isso num post anterior: nenhum norte-americano são jogaria algo onde o príncipe bonito e ágil se chama Mohammed Abdulah Sayid, e então a produtora iria à falência. E chamá-lo de Johnnie Wallrunner não ia pegar bem.

    Vinicius, eu juro que tento. Como na comparação das roupas e do som de metal na espada de madeira: foram completamente justas e verdadeiras. Até falei bem de Warrior Within na parte da dificuldade do jogo. Mas tem horas que eu não me agüento, tipo o “andar como mosca tonta pelo cenário de WW”. Parece simplesmente que se eu não citar isso minha análise acaba sendo injusta com o leitor😦

  17. Guelerme disse:

    Lipe, o WW. Assassin. Só não usa Katar, se não era basicamente uma.😀

  18. Chucrutes disse:

    Porra, gostei da resenha….nunca joguei o SoT nem o WW porque nunca encontrei, e pra baixar só acho torrents indo a 0,3kb….atualmente to jogando o T2T e to achando legalzinho….mais queria poder jogar os outros 2.
    Aguardo anciosamente as próximas resenhas ^^.

  19. Lipedal disse:

    Lembrei de outra coisa que me faz não gostar de Warrior Within: as cortinas. Putz, as cortinas de Sands of Time eram as melhores já vistas em qualquer jogo até o momento, às vezes você parava pra ficar brincando com elas, vendo-as esvoaçar. Mas então vem WW, e o diabo da cortina é simplesmente um negócio que mexe um pouquinho e então é atravessada sem piedade pela cabeça do Príncipe. Regrediu! Sem contar que são no máximo umas três no jogo inteiro.

    Apesar de que tem os panos-pra-se-pendurar, que foi algo legal. Ok que se você volta o tempo depois de descer escorregando neles com a espada, eles continuam rasgados. E se volta cinco vezes, você faz cinco rasgos no pano.

    Viu, Vinicius? Eu tento ser técnico e imparcial, mas não dá. No máximo dá pra tentar ser imparcial no estilo de jogo, dark e tudo. Mas tecnicamente tem defeito demais, não rola.

  20. cad disse:

    Jogar PoP no PC sem um Joystick é muito ruim, a propósito

  21. Vinícius disse:

    “Viu, Vinicius? Eu tento ser técnico e imparcial, mas não dá. No máximo dá pra tentar ser imparcial no estilo de jogo, dark e tudo. Mas tecnicamente tem defeito demais, não rola.”

    Ok Lipedal, nesse caso não se incomode com o fato de que outras pessoas tenham opiniões diferentes e, do mesmo jeito que você, fiquem apontando aquilo que, para elas, é uma deficiência do jogo a ou b.

  22. Zacarias disse:

    Não acredito! tem 3 cortinas no WW e vc não gostou de nenhuma delas? Isso é muito grave… o.O

  23. Mussum disse:

    Cacildis!!!
    no jogo todo do WW tem no máximo umas 3 cortinas que não são tão legais quantis as do SoT??

    Cacildis!!!!

  24. Dedé disse:

    ah sim… o gui… ah o gui… well o gui vcs sabem…

  25. Lipedal disse:

    Vinicius (e Zacarias, Mussum, Dedé), você pediu pra ser técnico. Quer algo mais técnico do que analisar as cortinas?

  26. Gui Stadler disse:

    Foda que o pessoal não entende que no NOSSO blog, algo não profissional, o que vale é a NOSSA opinião.
    Querem algo técnico?

    http://www.ign.com
    http://www.gamespot.com
    http://www.uol.com.br/jogos
    http://finalboss.uol.com.br/fb3/

  27. Zimermann disse:

    Olá!

    Gostaria de saber sua opinião se você acha que quem gostou de ICO vai gostar de PoP SoT ? Se a jogabilidade pode ser comparada ou se não tem como comparar?

  28. Lipedal disse:

    Velho, não joguei Ico por falta de PS2. Mas na época os reviews comparavam os dois, de um modo positivo. Colocaram os dois no mesmo patamar de qualidade, só SoT fez mais sucesso comercial por já nascer com o nome Prince of Persia.

    Não sei quanto à jogabilidade em si, acho que as comparações foram mais por causa dos puzzles e da Farah, que tem aquele estilo “garota indefesa que acompanha você” da menina do Ico. Não posso afirmar nada com certeza, mas algo me diz que se gostou de Ico vai gostar de SoT também. Leitores, alguém aí que jogou ambos os jogos pode confirmar?

    Abraços!

  29. Fabio Bracht disse:

    Caralho, Lipe! Onde tu aprendeu a escrever eles ainda tão dando curso? Essa foi uma das melhores resenhas de blog que eu já li!

    Melhores!

  30. Gui Stadler disse:

    Eu joguei ICO, é bom pra caramba sim, porém acho estranho compará-lo com SoT…mas vai gostar, garanto.

  31. Zimermann disse:

    Não sei se é um tema interessante para um tópico: Se você gosta do jogo XXX tbem vai gostar do jogo YYY… podia ser tipo uma lista e depois ver se o pessoal concorda discorda amarraacorda sei lá… Tbem não sei qual seria o critério… jogo parecido… sei lá… se não der tbem td bem… licensa..

  32. Zimermann disse:

    hum… já tô avisando antes que “jogo XXX” seja mal interpretado… 😛

  33. Lipedal disse:

    Putz, boa idéia. Meu computador atualmente não liga, mas logo que consertar eu e o Gui discutimos isso no MSN, pra somar os jogos conhecidos. Por exemplo, e já interpretando mal teu comentário: se você gostou de Virtual Jenna vai gostar de 3D Sex Villa😀

  34. Gui Stadler disse:

    Lipe, preciso de você no MSN, cara. =(

  35. Lipedal disse:

    Tô sem PC, cara =(

    Amanhã de tarde apareço no MSN, agora já tô saindo do laboratório da faculdade =(

  36. Gui Stadler disse:

    Bom, então amanhã postarei o que tenho pra postar!

    Preciso doa apoio do Lipe.

  37. Knall Dreheit disse:

    O primeiro destrói muito, e o segundo sinceramente, é bom, mas, transformar bichos em picadinho de areia cansa depois de, digamos, 2 horas de jogo.

  38. […] Só pra te deixar com vontade, linkzinho pra resenha de SoT do Lipe: Só clicar! […]

  39. […] 4 e gasta dinheiro pra passar o tempo. Desgraçado, com seis milhões eu comprava um GameCube com Prince of Persia: Sands of Time para cada amigo meu e um para cada orfanato na África, e ainda sobrava pra comprar um fone de […]

  40. Gershon disse:

    Eu amo esse jogo. ele é simplesmente d +. Posso jo~gá-lo 500000000000000000 vezes. Mas sempre me dá vontade de repetí-lo. Ás vezes quando eu estou a jogar, paro e começo a admirar as paisagens paradisiacas. A UBisoft é fera mesmo. obrigado pela oportunidade de dizer ou d dar a minha opinião sobre este clássico. Beijos e abraços gente. desfrutem ele……

  41. Chamorro disse:

    Otima resenha, mto hilaria, fala de um dos jogos que me deram a maior felicidade por ter comprado um PS2. O WW

  42. Chamorro disse:

    Otima resenha, mto hilaria, fala de um dos jogos que me deram a maior felicidade por ter comprado um PS2. O WW nao foi tao ruim assim diga lá, e T2T é tão bom quanto o SoT. vlw!!!

  43. Natan Carlos disse:

    Putz, o cara exagerou aí. Tudo bem, o texto ficou ótimo, mas não precisava idolatrar tanto o game assim. E muito menos falar tão mal do Warrior Within. Eu achei o WW infinitamente melhor; sem comparação. Inclusive, com a história do Warrior Within, o primeiro jogo (the sands of time) nem existe mais. Tudo porque o prince consegue desfazer tudo; fazendo a história do SOT se anular.

    De toda forma eu apenas não gostei da comparação idiota com WW.

    Abs.

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