Provavelmente você nunca ouviu falar desse game, “Odin Sphere”, correto? Pois é, o game não é um jogo de nome, como Final Fantasy, nem uma franquia nova de alguma renomada empresa, como a SquareEnix, então não é de se surpreender que o game tenha ficado na surdina. Fato triste, pois Odin Sphere é mais um dos geniais RPGs lançados para PlayStation 2.

Porém, Odin Sphere não é nada normal, pelo contrário, é BEM peculiar, e são essas características própria que fazem o jogo ser bom. Começando pelos gráficos: o jogo é inteiro em 2D. Esse é o primeiro “divisor de fãs” de Odin Sphere (OS), de um lado gamers saudosistas do tempo de Aero the Acro-Bat, que adoram gráficos em segunda dimensão e ficaram entusiasmados com o jogo, justamente por esse detalhe; e do outro, gamers mais carrancudos que não são tão abertos à experiências gráficas “novas”, ainda mais com jogos como Final Fantasy XII para o mesmo console. Mas não dá pra negar que o game é LINDO! As personagens, as movimentações, os detalhes, os inimigos, TUDO. Mas principalmente o cenário, parece um quadro. Tá certo que quando a tela lotar-se de monstros e inimigos, a última coisa na qual o jogador vai reparar será o cenário, mas pode ter certeza que você vai, uma hora ou outra, parar o game e olhar o cenário. As screenshots postadas talvez mostrem um pouco da magnitude gráfica, mas nada como ver ao vivo. Quem já viu as cavernas de “Lava Land” e as floresta de Elrit que o digam.
Infelizmente, devido aos gráficos excelentes, o game sofre. Não são raras as quedas de Frame-rate e, consequentemente, os slowdowns. É só aparecer mais de cinco inimigos na tela que o game já começa com as travadas.

Outro ponto que com certeza leva destaque é a história. Baseada em mitologia nórdica, a história é dividida entre cinco personagens jogáveis, e cada história de cada personagem é parte da história da vida de outros, ou seja, os atos com uma personagem podem influenciar a outra, e uma pessoa inimiga em uma “fase”, pode ser o herói da outra. Talvez essa parte do texto tenha dado uma idéia de não-linearidade…pelo contrário, o game é absurdamente linear – o que torna ele até enjoativo -, então influencia de maneira já programada. Infelizmente pra alguns, pra mim felizmente, pois poucos jogos tem uma não-linearidade bem feita.
Justamente por ser baseada em mitologia nórdica, a história melhora com alguns conhecimentos, mas não tá certo dizer que exige saber tudo sobre Odin e suas peripécias e pequenices, pelo contrário, eu sou um burrão em mitologia e deu pra entender certinho. O contexto é basicamente guerras entre reinos e intrigas entre personagens, clichê, não nego, mas nos dias de hoje a pessoa tem que ser muito original pra criar algo novo. Esse “clichê” aqui é executado com maestria, pois o enredo com certeza poderia ser convertido em um livro, sério mesmo. Não é à toa que, no começo do jogo, você irá controlar uma menininha inofensiva que pega um livro, senta na poltrona e começa a ler. Isso mesmo, o que você estará jogando é o livro que a menininha tá lendo. Ou seja, Lipe, só lamento. Não vai poder jogar na casa daquele teu AMIGÃO lá.

E a jogabilidade? Bom, já que o game é completamente em 2D, utilizam-se as direcionais para controlar o movimento e os botões da direita pra ações. Um deles ataca, outro pula, outro abre a janela de itens e outro é usado para abrir a janela de golpes especiais. Simples, mas funcional. Quanto aos L e R da vida, aqui tem funções bem secundárias, a mais importante acho que é o R1, que serve pra absorver uns itens, os Phozon, que serão explicados mais pra baixo. É o único usado na batalha, os outros são funções como abrir o mapa e abrir a janela de itens no modo de organização, aquele negócio que tu transforma a zona que é o seu inventário num amontoado de mochilas organizadas de maneira tão linda que deixaria tua mãe orgulhosa.
Mas o game é classificado como um RPG, então normal imaginar que temos níveis. Acontece que em Odin Sphere nada é nos moldes de Dragon Quest, ou seja, batalhas por turnos, níveis, etc. Nem por distribuição de pontos, como Final Fantasy X, aqui é o seguinte: Todas as personagens tem algo em comum: as suas armas. Essas armas, chamadas “Psypher”, são armas feitas de jóias que têm o poder de absorver almas de inimigos mortos, os Phozon. Quanto mais Phozon você absorve, mais forte ficará sua arma. Mas não é só o nível da arma, o HP também pode ser treinado, através das – um destaque do jogo, ó – frutas e alimentos
. Aqui não acontece o de sempre, de ir comprar em shop ou de dropar de monstros o que você come, aqui você planta sementes no chão e essas, absorvendo os mesmos phozons que as armas, crescem quase que instantaneamente, criando frutas para que o personagem coma. Quanto mais frutas você come, mais o nível de HP sobe. Claro, as frutas também tem o objetivo de recuperar o HP.

Aproveitando a deixa das frutas, vou falar de mais um extra do jogo, a alquimia. Através de itens como sementes, frutas, restos mortais de monstros e itens, pode-se criar frascos de vários produtos, desde “Healing Potins”, que aumentam a vida, até “Napalms”, frascos usados para o ataque. Diferente de muitos games onde existem extras que são pouco utilizados, até fúteis, em Odin Sphere a alquimia é necessária, seja ela exigida pela fase, seja ela necessária para matar um boss, enfim, você entenderá melhor se jogar
. Por fim no quesito jogabilidade, as fases. Assim como nos games antigos, aqui o esquema é por fase. Normalmente você tem 6 capítulos por livro, cada capítulo com vários atos, sendo um desses atos a parte de pancadaria (ou seja, a maior parte do livro), que ocorre em algum dos cenários do World Map. Dentro desse cenário, você terá um mapa gigante com várias áreas, cada área é circular, e o objetivo é derrotar todos os inimigos. Dentro desses círculos, temos as fases normais, os Mini-bosses, as lojas e o chefão da fase, um B com fundo roxo. Dá pra salvar a hora que quiser ![]()
Bom, basicamente é isso, pode ser simples (ao contrário do que o texto aparenta ser, por que porra…olha o tamanho disso :/), mas é altamente funcional e divertido!

O som não é lá grandes coisas, talvez eu diga isso por simplesmente esquecer do som na maioria das vezes, mas com certeza uma coisa que merece destaque é a dublagem. Também na versão em inglês, mas principalmente na versão em japonês, parece que as personagens tem voz própria. Além de escolhas de vozes que SÃO a personangem, a entonação, essas coisas, tudo perfeito. Falando desse jeito até parece que sou pro em dublagem, mas ela é boa o suficiente para até um noob notar que é muito acima da média. As músicas quase sempre as mesmas, depende do cenário, e os efeitos de ataque também.
Mas enfim…nem só de coisas boas é feito um jogo, OS tem seus defeitos, e o principal dele é a repetição. Pelo fato de ser um jogo onde as personagens são interligadas, acontece de TODAS elas visitarem o mesmo cenário que outro pelo menos uma vez, ou seja, logo na primeira personagem você já irá conhecer a maioria dos cenários. Acontece isso também com as músicas, já que são por cenário, e com os monstros, sempre característicos de cada fase. Resumidamente falando, enjôa. Não é difícil você enjoar do game por ter a constante sensação de não ter avançado, já que SEMPRE faz a mesma coisa. Aliás, é só comigo isso ou sempre que o jogo é enjoativo acontece de vocês acharem que NÃO RENDE? Enfim, voltando ao post…enjôa sim, mas numa medida moderada, não é como Shining Force Neo da vida, onde o objetivo do jogo é apertar bolinha freneticamente até formar um calo, e quem tiver o calo maior que o amiguinho mostra que é mais fodão, não, Odin Sphere sabe mascarar a repetitividade (tentei três vezes escrever “repetitividade”
), justamente com essa troca de personanges, que acontece de quatro em quatro horas, isso na média.

Finalizando…depois dessa MONSTRA resenha (você que leu até o final, é um cara de coragem, parabéns), posso dizer sem medo que Odin Sphere vale a alugada. Como esse blog é meu e do Lipe, não da Futuro ou da Europa, vou tocar um foda-se e dizer sem medo: Must play com certeza, o game é revolucionário, não como Katamari Damacy, mas pra uma época onde gamers do mundo inteiro gozam nas cuequinhas ao verem trailers fake de Killzone 2, um game em 2D como esse dificilmente se daria bem, felizmente não é o caso com Odin Sphere. Recomendadíssimo!
Mas naquelas, gosto é algo extremamente pessoal…
Abração, pessoal! Desculpem o tamanho do post, mas simplesmente não deu pra fazer menor, hehe.
Fiquem abaixo com um vídeozinho do jogo!
16 Agosto 2007 às 11:09 pm |
“pois poucos jogos tem uma não-linearidade bem feita.”
Warrior Within que o diga.
“Aliás, é só comigo isso ou sempre que o jogo é enjoativo acontece de vocês acharem que NÃO RENDE?”
Warrior Within que o diga.
Ótima resenha, Gui. Mas não adianta o quanto eu leia sobre esse jogo, nunca vou entender como é o esquema. Todo mundo fala de RPG e tal, mas se é um negócio 2D cheio de monstrinhos a impressão que eu tenho é que é um hack & slash com magias e tal. Deve ser tipo aquele Ragnarök Online.
Vou ver o vídeo, talvez esclareça esse ponto.
No mais, gostei da nota final
16 Agosto 2007 às 11:59 pm |
Pô, que bonitaço. Dublagem do caralho também. E finalmente entendi o esquema do jogo: luta-com-combos-e-RPG. É por essas e outras que eu queria ter um PS2
17 Agosto 2007 às 12:12 am |
Baixando o torrent right now…
Pô, fiquei mó na vontade de jogar! Mas fiquei na dúvida… A jogabilidade é estilo Maple Story e tal?
17 Agosto 2007 às 12:54 am |
Puts, esse jogo é MUUUITO legal! O pesoal da GameTV deu 10 pra ele, hehe
Eu não daria 10, porque 10 é uma nota MUITO alta. Mas eu daria 9. É um jogo muito bom, que se fosse lançado na nova geração não ficaria devendo nada…
Quandfo comecei a jogar OE, ele me lembro muito um joguinho online da LevelUp!, visualmente falando, é claro. Acho que é Grand Chase o nome…
Ótima análise, Gui.
abraços!
17 Agosto 2007 às 1:49 pm |
@Lipe
Valeu os elogios, Lipuxo =D
O jogo é lindão mesmo.
@Zero
Opa, teu comentário já valeu a resenha, bom saber que alguém vai jogar por causa dela =D
Jogabilidade parece um pouco com Maple Story sim, só que é bem executada =]
@Lucas
É bom pra caramba mesmo! =)
Nem achei parecido com Grand Chase não, hehe…OS muito melhor =)
Valeu o elogio, abração!
17 Agosto 2007 às 3:19 pm |
Bem, acho que até nos “slowdonws” o jogo deve dar um saudosismo da geração 16-bits… Era muito comum eles nos jogos mais carregados para os velhos Mega Drive e Super NES!!!!! Com certeza, este jogo vai ser uma experiência muito legal!!!!!!! Vou atrás dele hj msm!!!
17 Agosto 2007 às 5:02 pm |
Pô, parece legal. Esse entrou pro “Os Grandes Jogos de PS2 Que Eu Gostaria de Jogar”, junto com God of War, ICO e Katamari Damacy. Hã, mas eu tenho um GameCube e quero o Wii, além da grana curta… então esquece =|
E eu também achei parecido com Grand Chase.
17 Agosto 2007 às 11:22 pm |
Sou 2D-lover, e esse sistema meio combos meio RPG parece interessante. Verei se convenço Gwidion a me emprestar o PS2 dele
18 Agosto 2007 às 3:13 pm |
Odeio baixar jogo por torrent. 4GB é simplesmente muito pra ficar esperando chegar. Mas tô vendo que vai ser difícil resistir. =)
18 Agosto 2007 às 3:30 pm |
Nossa, adorei!
Simplesmente incrível, gostei de todos os personagens.
Pena que não possuo um PS2. Adoro 2D, também.
Me lembrou Legend of Mana pra PS1..
19 Agosto 2007 às 11:27 am |
Muito boa análise. Parabéns também pelo blog com textos interessantíssimos. A popósito tomei a liberdade de pôr um link para ele lá no meu blog, ok?
19 Agosto 2007 às 2:13 pm |
Meu-deus-do céu que coisa gigantesca, o jogo parece ser genial.
19 Agosto 2007 às 7:00 pm |
klçsajdlçkjdlçka Tô com a resenha na metade pra postar no fhbd deve fazer uns dois meses. Nunca mais nem olhei. Alias, o jogo tá parado aqui faz algum tempo. Acabo de me casar com o maluco lá, falta muito pra passar de livro?
19 Agosto 2007 às 7:40 pm |
Nossa, cê jogou o quê, duas horas? :O
Pouquíssimo tempo pra fazer uma resenha, considero eu lsakflkasf
Enfim, falta um tanto sim, só ver os capítulos, têm o prólogo, seis capítulos e o epílogo…cada capítulo demora uns quarenta minutos mahomenos.
21 Agosto 2007 às 6:48 pm |
Boa Tarde,
Gostei mto do seu blog, axei ele por acaso (estava procurando god of war: chain of olympus p/ psp =p) mas comecei a ler e axei bem interessante….
Li um post seu e posso afirmar…vc passou no meu teste de lentometro rsrsrs…. De verdade….mas nao deixei nenhuma cair….
Te entendi perfeitamente lendo o post do lentometro, o q me deu curiosidade de ver o resto…
Enfim….bjus!
22 Agosto 2007 às 4:16 pm |
Ah, talvez o acabo nem seja tão recente assim, não lemb mais. O jogo tá na caixa faz algum tempo e eu com preguiça de jogar dsaklçd
Mas eu entendi bastante do jogo, até porque, eu passei em todas as partes de cada fase. Tanto que nada da tua resenha foi novidade.
23 Agosto 2007 às 7:02 pm |
Jogasso cara!!
Eu tenho ele aqui, não joguei muto porque além dele tenho muitos outros jogos concorrendo pra ser o próximo a ser jogado.
Mas depois dessa resenha ele subiu de posição na fila de próximo!!!
A propósito, te add no blogroll.
Abraço!
13 Outubro 2007 às 11:47 pm |
[...] lista possui nomes deste Odin Sphere até Klonoa 2 (só conhecia o primeiro da época do Playstation e ele ainda tinha um nome [...]
15 Janeiro 2008 às 12:56 am |
Parabéns pela análise. Ela não ficou grande para quem realmente está interessado em saber sobre esse jogo. Me convenceu a jogá-lo.
Mas conserto algo: a trilha sonora desse jogo é linda. Ela é muito bem trabalhada e é uma obra prima que anda de mãos dadas com a história e o cenário!
Abração.
18 Janeiro 2008 às 9:36 pm |
Poisé, é linda mesmo. Quando eu fui postar a mesma resenha em outro lugar – um fórum – depois de um tempo, até mudei a parte do som.
9 Abril 2008 às 11:35 am |
CARA ÓTIMO POST ,VO DÁ UM JEITO DE CONHECE ESSE GAME!!!!!!!!!
20 Maio 2008 às 7:57 pm |
esse site é muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
18 Março 2009 às 3:54 pm |
Oi.Alguém sabe onde posso encontrar esse jogo? Já procurei aqui em todos os lugares e não achei.Por favor,se alguém sabe onde posso encontrar poste aqui.Obrigada!!
13 Julho 2009 às 1:07 pm |
Vai no http://www.nowloaded.org precisa se cadastrar, mas vale a pena
13 Julho 2009 às 1:06 pm |
Muito boa a resenha, e esse jogo é nota 9 pra min, dos rpg’s para ps2 só perde para Valkyrie profile, e pra quem quiser fazer o download se cadastrem no nowloaded.org, lá tem varios jogos (inclusive este) entendeu “Cristina”.